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[Resenha Nacional] Avenida Lenin - Vladimir Kotilevsky

Olá, leitor querido!
Hoje trago a resenha do livro “Avenida Lenin”, do autor “Vladimir Kotilevsky”, cedido gentilmente pela nossa parceira “Editora Fragmentos”.
Este é o primeiro título do “Projeto Engenharia Literária”, que tem como objetivo produzir uma série de romances policiais. 
Vamos embarcar nesta eletrizante viagem?


Título: Avenida Lenin
Autor: Vladimir Kotilevsky
Ano: 2016
Páginas: 282
Idioma: Português
Editora: Fragmentos
“Se, há uns cinco anos alguém me dissesse que eu iria estar onde estava, eu daria uma esmola para o pobre coitado. Porque há cinco anos eu era um sujeito generoso. E sem um tostão furado, fosse no bolso ou no banco. E não acreditava em previsões. Tampouco tinha medo de voar de avião. Nem de morrer. E não tinha nenhuma gravata.



Você pode adquirir o livro nos seguintes endereços:




Vladimir Kotilevsky de Carvalho é um mineiro nascido em Moscou. Filho de pai brasileiro e mãe russa, veio para o Brasil ainda criança, nos anos 1970, quando a família decidiu estabelecer-se em Belo Horizonte (MG). Formado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é também atraído pela criação literária. Publicou em 1986 seu primeiro livro, "Cartas de Lucomorie" (poemas), em 1994 um volume de contos, "Sábado do Vapor," pela Editora Imago, do Rio de Janeiro e em 2013 "O Cão", pela Editora Scriptum. 
Dividido entre a área acadêmica e o mercado, acabou voltando às suas raízes e hoje realiza transações comerciais com o país de origem. Também Cônsul Honorário da Rússia em Belo Horizonte, é casado e tem duas filhas.

Avenida Lenin conta a história do personagem central, que saiu da Savassi, bairro de Belo Horizonte, para constituir a BioNet Trading Corporation em Moscou, cidade na qual a trama acontece e, por conta de fatores relacionados à situação política do país, a necessidade de uma melhoria na sua situação econômica, a interesses escusos de pessoas envolvidas na transação e a uma paixão repentina por uma bailarina de um famoso teatro, se viu envolvido com uma perigosa organização criminal e com mafiosos, que colocavam sua vida em risco.
A ideia da BioNet surgiu dele, que propôs o negócio a Henrique Furlan, um grande empresário sério e respeitado. Assinaram os papéis da criação da BioNet e ele permaneceu em Moscou. Na época namorava Gláucia que ficou no Brasil. Conheceu Yulia em Moscou. Casaram cinco meses depois em Belo Horizonte e, dois dias depois, em agosto de 1991, voltava para Moscou. Isso foi poucos dias antes da tentativa de golpe que visava à derrubada do presidente Gorbachev e poucos meses antes da derrubada da União Soviética. Com o fim da União Soviética, Yeltsin colocou o Partido Comunista da Rússia na ilegalidade, o que determinou o fim de um grande negócio que estava destinado a ser o combustível de decolagem da BioNet. A transferência de um e meio bilhão de dólares para o Banco do Brasil, intermediado pela BioNet Trading Corporation,  diante de todos esses acontecimentos, não pode acontecer.


Estava casado há quase um ano, Yulia estava grávida e exigia uma vida melhor. Com o fracasso do negócio, Furlan determinou que ele retornasse a Moscou para sumir com todos os vestígios da BioNet e, agora, ele tinha quarenta e cinco dias para acabar com a BioNet e salvar sua vida. Lá chegando, seus contatos propuseram-lhe outra negociação mais rentável e com risco bem menor ao anterior. Telefonou para Furlan que se interessou pela negociação e, na busca de maiores informações, foi apresentado a Zarakhin, coreógrafo de um balé. Zarakhin convidou-o para assistir uma apresentação do seu balé e, mesmo sem vontade, compareceu ao teatro. Dentre todas as lindas bailarinas, se encantou por Natacha, uma jovem de aproximadamente 19 anos, rosto angelical, muito branco, redondo e com imensos olhos verdes. Natacha passa a ser peça fundamental nesse perigoso jogo de paixão, ambição, interesses e poder.
Toda a história é narrada em primeira pessoa pelo personagem central e, neste ponto, vocês devem estar se perguntando: mas, afinal, quem é, qual é o nome do personagem principal? Não vou comentar, pois tenho receio de ser uma das surpresas que o autor reservou e, comentado, eu estrague a surpresa.


O autor conseguiu criar personagens profundos e complexos, como os perigosos mafiosos, ex-oficiais da KGB, Henrique Furlan, o Adido e a bailarina Natacha, envolvendo-os em um roteiro denso, complicado e eletrizante. A trama foi ambientada em Moscou, na década de 90, numa sociedade que apesar de sonhar com as maravilhas de um mundo novo, tentava se adaptar as transformações provocadas pela tentativa de golpe contra o presidente Gorbachev, a queda da União Soviética e as mudanças implantadas por Yeltsin. 
Vladimir Kotilevsky utilizou uma narrativa direta, sincera e envolvente, entremeada de humor e ironia, proporcionando ao leitor uma viagem fantástica num período histórico e sombrio de Moscou, na qual o leitor vai conhecer, em detalhes, na visão de quem assistiu da janela do seu apartamento, a tentativa de golpe para a derrubada de Gobrachev e, mais tarde, a queda da União Soviética e todas as transformações sociais e econômicas do Estado.
Com as reformas implantadas por Yeltsin, Moscou estava muito diferente e o caos se instaurava na cidade. A inflação galopava, fortunas surgiam da noite para o dia, assim como setores da sociedade ficavam na miséria. O desemprego era assustador. Os agentes da extinta KGB e de outros serviços de informação e combate ao crime, também desempregados, deram início as primeiras e perigosas estruturas criminais. 

O autor também tece comentários sobre a guerra civil que ocorreu na Rússia em 1917, além de emitir opiniões próprias sobre Lenin, Stalin dentre outros. Essa gama de informações é um dos pontos positivos que destaco na obra, além, é claro, de todo o suspense, curiosidade e interesse que a obra provoca no leitor.
Como ponto negativo, destaco a forma da condução no início do enredo. O autor muda de tempo e local geográfico bruscamente, então, para mim, o início do livro ficou confuso e a leitura cansativa, pela quantidade de informações e personagens que entravam e saiam da cena. Só depois que me entrosei com os personagens e me localizei na trama, a leitura ficou agradável, interessante e fluida. Já li alguns títulos nos quais os autores se utilizaram de flashbacks. Em alguns, tive essa mesma sensação de frustração pela quebra do ritmo e do entendimento e, em outros, essa volta ou avanço no tempo, não prejudicaram em nada o entendimento do enredo. No caso de Avenida Lenin, talvez essa dificuldade que senti esteja relacionada à minha pouca habitualidade de leitura no gênero suspense... Não sei. Só os leitores assíduos do gênero podem esclarecer essa questão.
Por se tratar de um suspense, não vejo como comentar mais sem entregar a trama, pois, afinal, a função da resenha não é recontar a história, mas, sim, comentar sobre o desenvolvimento do enredo, emitir sua opinião como leitor (eu, pelo menos, não sou crítica literária), destacando os pontos que mais lhe agradaram e/ou desagradaram e se atenderam as suas expectativas (como leitor).

O livro tem uma diagramação simples, mas boa, sem ilustrações e não está dividido em  capítulos. É dividido em duas partes introduzidas por uma página negra. A primeira parte contém todo o desenrolar da trama. A segunda dá início à corrida do personagem central na elucidação dos acontecimentos que colocam sua vida em iminente perigo. O tamanho da fonte é excelente, permitindo uma leitura confortável. A capa tem um aspecto sóbrio e é totalmente condizente com o título e a trama. A revisão está excelente.
Avenida Lenin é uma história moderna e dinâmica, repleta de mistérios, ações e especulações. Uma trama com muitos fatos espetaculares e fascinantes, envolvendo paixões repentinas e arrebatadoras, perseguições, assassinatos e muitas, muitas reviravoltas. Além disso, o autor enriquece a narração com a intercalação de episódios históricos.
O suspense é mantido até o fim, expondo uma série de obstáculos e revelações imprevisíveis, culminando com um surpreendente e inesperado desfecho. Acredito que o livro tem todos os ingredientes para agradar até ao mais exigente leitor aficionado pelo gênero romance policial.



Leitor querido, seu comentário é muito, muito importante para nós. Gostando ou não da resenha, deixe seu comentário. Combinado?

Beijos e até a próxima.


Créditos:
Resenha: Vanda Costa
Imagens: Tiradas da Internet
Diagramação: Vanda Costa
Dados bibliográficos retirados dos links: https://www.skoob.com.br/autor/16150-vladimir-kotilevsky
















3 comentários:

  1. Oi Vandinha, como sempre suas resenhas são instigantes!
    Gostei de ver um suspense brasileiro aqui em nosso clube, a história parece bem interessante, anotada a dica.

    Parabéns pela resenha está perfeita.

    Beijos.

    Giu

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    Respostas
    1. Ainda bem que você gostou, Giu.
      Meu emprego está garantido (rs,rs,rs...).
      Obrigada.

      Excluir
  2. Entre|Tantas Poesias está chegando... promete ser uma revelação das boas!!!

    ResponderExcluir


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