[Resenha nacional 2019] Cadeados: o amor é a chave! - Nuccia De Cicco

Olá, pessoal!
Hoje tenho o prazer de trazer a resenha do livro “Cadeados: o amor é a chave!”, da autora Nuccia de Cicco. Confesso que mais uma vez tive dificuldades para resenhar um livro da Nuccia, porque eles são tão completos, tão autoexplicativos, tão perfeitos... que tenho medo de não ser justa nos comentários, mas, ao mesmo tempo, não consigo me calar quando termino de ler qualquer coisa que ela escreve, então, com atraso, aqui está a resenha.
Nu, espero ter sido justo com a sua obra.  

Cadeados: o amor é a chave! Nuccia De Cicco

Sinopse: “Para todo mundo, eu perdera apenas a audição. Para mim, perdera toda minha vida.”
Após encerrar sua jornada no exterior, Pamella retorna ao Brasil para prestar vestibular e seguir a carreira na área da saúde, ao invés de se tornar uma artista como todos na família. Seus planos e sonhos são bruscamente interrompidos por um acidente de carro. Meses depois, ainda se recuperando do coma, do luto e do abandono pelo namorado, novos sintomas surgem. E, então, da noite para o dia, ela se descobre surda.
Com a ajuda da irmã e amigos, Pam deverá interagir com o mundo através do tato e da visão, sem perder sua identidade. Precisará aprender a se adaptar à sua nova condição, a se conectar novamente com a sociedade, a se comunicar, a confiar, a amar e ser amada outra vez, a sobreviver à sua deficiência.
Após tanto tempo sentindo-se trancada dentro de um mundo silencioso e solitário por fortes cadeados, ela descobrirá que o amor é a única chave: o amor por alguém, por si mesma e pela vida.”


ISBN-13: 9788554906344
ISBN-10: 8554906349
Ano: 2018 / Páginas: 331
Idioma: português 
Editora: The Books

RESENHA

 “Cadeados: o amor é a chave!” narra a trajetória de Pamella, (Pam), uma jovem de 22 anos, com a rebeldia e as incertezas de sua idade e que tinha uma família estruturada e feliz. Avessa às regras e etiquetas sociais, Pam adorava ouvir música e comer. Enquanto decidia por qual profissão seguir, trabalhava o suficiente para juntar dinheiro para viajar pelo mundo como mochileira. Namorava com Gustavo (Bafo), um professor de academia que era extremamente ciumento e idolatrava a perfeição estética nas pessoas. Apesar de confessar-se apaixonada por Bafo, Pam achava-se reprimida pelo excesso de controle do namorado para que ela adquirisse/mantivesse um corpo esteticamente perfeito, por criticar seu vocabulário que era repleto de gírias e palavrões e por seus destemperos e surtos de ciúmes.
A família de Pam exercia profissões voltadas para as artes. Seu pai, Osvaldo, foi por muito tempo escritor e depois se tornou proprietário e editor de uma editora de médio porte. Sua mãe, Larissa, era pintora e mantinha um pequeno estúdio de pintura em sua casa. Sua tia Lívia, irmã de sua mãe, era sócia de seu pai na editora. Pamella tem uma irmã, Íris, quatro anos mais velha que é o oposto dela: centrada, objetiva, decidida e que sempre soube o que queria para sua vida. Desde muito cedo já havia decido ser musicista e, assim, mantinha-se na linha artística dos pais.  Cursava faculdade em outro município do Rio de Janeiro (Seropédica). Morava no alojamento universitário, namorava Lucas e sonhava fazer parte da Orquestra Sinfônica. Pamella morava com seus pais no Méier.
Larissa, mãe de Pamella, foi convidada para ser madrinha de casamento de uma amiga e toda a família foi ao evento. Íris, no carro com seu namorado. Pamella, no carro do namorado e seus pais no carro da família e, assim, deveria ser o retorno da família, mas o destino ou acaso (chamem como quiser), pregou uma de suas peças e Pam não voltou no carro do namorado, pois precisava estudar para o Vestibular e retornou no carro dos pais. A imprudência e irresponsabilidade de um passageiro de um ônibus de excursão provocaram um sério acidente que envolveu vários veículos, entre eles, o carro no qual viajavam Pamella e seus pais. Este acidente não só tirou a vida de seus pais como, também, provocou grandes transformações e adaptações nas vidas dos sobreviventes. Pamella ficou gravemente ferida e em coma por dois meses e, algum tempo depois, perdeu totalmente a audição.
Cadeado: o amor é a chave!” poderia ser chamado de ficção se toda a história não fosse entremeada por partes ou fragmentos da vida da autora e por informações que a autora obteve de pessoas que passaram ou passam pelas mesmas mazelas pelas quais a personagem principal, Pamella”, passou. Nuccia de Cicco optou por desenvolver e apresentar os personagens e suas vidas de uma forma que dinamizou e provocou nos leitores emoções e expectativas do início ao fim do livro. Em seu coma, enquanto lutava pela vida, de início, Pamella não entendia muito bem o que estava lhe acontecendo. Sentia que estava ferida, sentia dores e questionava-se sobre o que havia ocorrido. Aos poucos, os leitores vão “entrando” na família e na vida de Pam através dos flashbacks que ela, em seu coma passa a ter e, então, a própria Pamella passa a lembra-se do acidente e de fatos que antecederam o acidente. A cada flashback da personagem o leitor vai conhecendo a personalidade, os anseios, as angústias, alegrias não só da personagem, mas, também, dos membros de sua família, dos vizinhos, amigos, enfim, de todos que convivem e/ou conviveram com ela e, posso garantir-lhes que o entendimento e o envolvimento do leitor com todas as cenas e fatos são plenos, emocionantes e despertam interesse e curiosidade pelo transcorrer de toda a história.
A autora utiliza-se de escrita e linguagem fluídas, simples, mas, ao mesmo tempo, impactantes, divertidas, informativas, conectando totalmente os leitores com o passado, o presente e, principalmente, com o futuro da personagem. Um aspecto fortíssimo que me ganhou neste livro foi a capacidade descritiva da qual a autora usou e abusou. Eu não tenho conhecimento de que a Nuccia tenha sofrido algum acidente de carro, mas a sua narrativa em relação ao acidente é tão absurdamente real que, por vezes, tive a impressão de estar no local, na pele das pessoas envolvidas. As narrativas impactantes da autora não se limitaram apenas ao acidente. Elas estiveram presentes não só nas cenas do acidente, do hospital e em outros momentos, mas, principalmente, nas emoções, sentimentos, reações e, até, no gestual dos personagens. É impossível você não se emocionar e/ou se envolver nos dramas e nas situações narradas.
Não achei que o envolvimento romântico entre Pamella e Jonas seja o ponto chave da obra. Sinceramente falando, a mensagem que a Nuccia me deixou através do livro foi a de que em todas as fases de nossa vida nos sentimos ou deveríamos perceber que estamos acorrentados a regras, a crenças ou a sentimentos que impedem, atrapalham nosso crescimento e desenvolvimento pessoal e intelectual e que são verdadeiros empecilhos para que nos tornemos pessoas melhores, conectadas com as dificuldades e diferenças existentes em todas as formas de vida, e que o amor é a única chave para abrir o cadeado dessas correntes que impedem a nossa satisfação, a nossa realização e evolução.
Apesar de estar enquadrado no gênero Romance, “Cadeados: o amor é a chave!” não trata só do aspecto sentimental, dos encontros e desencontros, dos beijos e carícias, das brigas e conciliações de um casal e, neste caso, Jonas é uma pessoa muito especial, que não só se apaixonou pela conturbada Pamella já com problemas na audição, como foi atrás de opções que incentivaram e ajudaram a personagem a buscar, entre outras coisas, um trabalho mais adequado a sua nova condição, assim como Íris, sua irmã, que lhe deu elementos para que ela se sentisse segura e capaz de prosseguir com sua vida nessa sua nova condição. Isso, gente, é amor. É abrir os cadeados de uma vida limitada e dependente que impedem o prosseguimento da vida de uma pessoa inteligente, produtiva e cheia de sonhos.
 O livro, também, enriquece o leitor fornecendo elementos e informações que permitem um melhor conhecimento sobre os sentimentos, as dificuldades, as perspectivas, os preconceitos, os sonhos e as aspirações que cercam a vida das pessoas que perderam ou nasceram sem o sentido da audição (evito mencionar denominações ou terminologias porque erro sempre, não é, Nu?), além de deixar subentendido a necessidade da sociedade sair da comodidade, despir-se da indiferença e lutar para que o mundo seja adequado para todos, para que se invista em melhores condições para que as pessoas com alguma limitação ou necessidade especial tenham as mesmas condições de igualdade para exercerem desde as tarefas mais simples, ao trabalho, ao desenvolvimento intelectual e ao lazer.
A autora menciona que o livro é uma ficção, mas com algum conteúdo real. Bem, o que posso dizer que é um enredo tão bem conduzido, onde ficção e realidade se entremeiam de tal maneira, que é quase impossível a gente identificar onde termina a ficção e começa a realidade ou vice-versa. É uma história com narrativa forte, impactante, mas ao mesmo tempo traz a beleza, a luta e a leveza de um amor que tem início no meio do caos traumático e psicológico no qual a Pamella se encontra, mas que sobrevive graças ao empenho, a sinceridade e profundidade dos sentimentos e a determinação de Jonas. Enfim, se você quiser um livro bem escrito, com enredo bem conduzido, com linguagem direta, franca e coerente com os fatos e acontecimentos, com personagens críveis, muito próximos a nós ou a pessoas que conhecemos e que lhe provoque um mix de emoções, leia “Cadeados: o amor é a chave!”, da autora Nuccia de Cicco, pois além de cumprir muitíssimo bem o papel de entretenimento, ao término de sua leitura, você vai se sentir uma pessoa diferente, melhor, ou, pelo menos, refletindo sobre os sentimentos e as reflexões propostas pela autora, a fênix Nuccia De Cicco.
Bem, a parte mais difícil é falar sobre a autora, porque sou “suspeita” para falar sobre a Nuccia por dois motivos. Primeiro, porque os dois livros dela que li, “Pérolas da Minha Surdez” e “Cadeados: o amor é a chave!”, são extensões ou fragmentos dela e/ou de sua vida, que é surpreendentemente cheia de reviravoltas, lutas e superação (Nu, quando falo em superação não falo em incapacidade, mas, sim, em capacidade de se adaptar, de se reinventar, de renascer). O segundo motivo é que tenho o privilégio de acompanhar seus trabalhos e de conhecê-la pessoalmente. Sendo assim, posso garantir a vocês que não estou fazendo média ou rasgando sedas. Sinceramente falando, Nuccia De Cicco é a pessoa que conheço mais merecedora de ter vida eterna. Não por ela personificar a perfeição da beleza, da bondade, da inteligência, nem de ela ser a detentora de todas as virtudes. Não é por nada disso, até porque ela tem o “defeito” de ser humana como todos os mortais, mas, sim, por ela viver da forma mais produtiva, corajosa, ousada, intensa, alegre e plena que qualquer outro ser vivente que conheço. Deus deve estar muito, mas muitoooo satisfeito e orgulhoso com a Sua criação.

Contatos da autora:

 Visitem o site da autora. Nele vocês encontrarão todos os seus trabalhos, informações e links para comprar seus livros.

Fica a dica: Leiam e prestigiem os autores nacionais, pois além de eles nos deixarem em contato com os melhores temas e enredos, vocês se surpreenderão com a qualidade dos textos que cumprem, com excelência, o papel de divertir, questionar, impactar, enternecer e informar.

 Deixem seus comentários. Eles serão muito bem-vindos.
 Beijos e até a próxima.

Créditos:
Resenha: Vanda Costa
Diagramação: Vanda Costa
Fotos e Imagens: Tiradas da Internet

[Resenha Nacional - 2019] Mudança de Planos - Bhetys Oliveira

Tem certos enredos que complicam a vida do resenhista porque é quase impossível descrever as impressões e emoções que a história causou sem comprometer o suspense e as surpresas que o autor reservou para os leitores. “Mudança de Planos” é um desses, pois traz uma história permeada de surpresas e revelações que mexem intensamente com as emoções do leitor. De todo jeito, vamos ver o que posso fazer.

Mudança de Planos – Bhetys Oliveira

Sinopse: "Allie, uma bela e bem-sucedida fotógrafa de uma agência de modas, leva uma vida regada de caprichos e muito luxo. Apesar de esnobe, sempre teve tudo o que sempre quis: um namorado perfeito, amigos leais e muito dinheiro para poder se divertir. Porém, tudo muda quando ela recebe a notícia de que seu pai morreu e que seu último desejo é que volte para a fazenda, o único lugar que nunca imaginou retornar.
Mesmo contra sua vontade, Allie decide fazer a última vontade de Anthony, mesmo que isso signifique ter que conviver no mesmo lugar que o afilhado do seu pai: Andrew Scott. Ele é um homem lindo, arrogante e misterioso, que mesmo fazendo de tudo para transformar sua estadia num verdadeiro inferno, não consegue negar a forte atração que sente, cada vez que ele está por perto.
Em uma briga constante, onde os dois lados tentam desesperadamente vencer, ambos acabam descobrindo que existe muito da vida um do outro que não tinham conhecimento e isso acaba desencadeando sentimentos que nunca pensaram que seriam capazes de sentir um pelo o outro."



Formato: eBook kindle
ASIN: B0789SPZQZ /650 páginas
Idioma: Português
Vendido por: Amazon Serviços de Varejo do Brasil Ltda

RESENHA
Bhetys Oliveira criou um enredo que gira, basicamente, em torno da família de Allie, uma típica patricinha de gênio e temperamento fortes, que mora e trabalha como repórter de uma agência de modas em Nova York. Anthony, pai de Allien, um rico e bem sucedido fazendeiro em Maryville, no Tennessee, casou-se por amor com Margareth. Allien nasceu e sempre foi tratada pelo pai como uma princesinha, com todo amor e com todas as comodidades que o dinheiro pode oferecer. Durante todo tempo que morou na fazenda e conviveu com o pai Allien teve uma infância feliz. Entretanto, seus pais separaram-se quando ela ainda era uma criança e Allien foi morar com sua mãe em Nova York.
No começo, Allien fazia algumas visitas ao pai. Sentia-se bem e amada em sua presença. Sentia o prazer e a alegria que seu pai demonstrava quando estavam juntos e hoje consegue perceber as tentativas do pai de convencê-la a morar e a gostar da fazenda, mas tais visitas foram ficando cada vez mais esporádicas até que cessaram completamente. A menina cresceu totalmente afastada da fazenda, da companhia, do afeto e das boas orientações do pai, transformando-se numa patricinha esnobe e fútil e, cá pra nós, em certos momentos, me irritou muitoooo.
A história começa com o advogado lendo o testamento deixado por Anthony no qual fica estabelecido que a fazenda será dividida entre Allien e seu afilhado Andrew Scott, mas, para que ela possa receber a sua parte na herança terá que morar na fazenda durante um ano. Naturalmente Allien leva um choque e se revolta com a situação, pois tudo que ela menos desejava na vida era voltar para aquele lugar que ela classifica como atrasado e inabitável e muito menos conviver com Andrew, de quem ela além de ter um péssimo conceito e impressão, ainda alimenta mágoas por achar que ele roubou o seu lugar no coração do pai e por ter sido a pessoa que esteve com Anthony até o último momento de sua vida.
Os pais de Andrew trabalhavam na fazenda e após a morte dos mesmos, Anthony ficou com a guarda do menino que passou a ser o seu braço direito, ajudando o padrinho em todos os assuntos da fazenda, fazendo-lhe companhia, amenizando a imensa saudade que ele sentia da filha. Esteve o tempo todo com ele, amparou e cuidou dele durante a sua doença. Foi ele quem estava com Anthony até o último instante da sua vida.
Andrew era um rapaz íntegro, de bom caráter e bons sentimentos, mas guardava mágoas e péssima impressão sobre Allien pelo abandono e sofrimento que ela impôs ao pai com sua ausência e consequente abandono.
A mãe de Allien é um capítulo a parte e falar sobre ela é entregar, praticamente, todas as surpresas e reviravoltas da história. Ela representa as piores condutas e sentimentos que o ser humano pode ter. É interesseira, ambiciosa ao extremo, inescrupulosa, mentirosa, fútil, um péssimo ser humano e uma péssima mãe, enfim, a triste e revoltante constatação de que a pessoa que deveria amparar, cuidar e ajudar na formação do caráter, da estima e dos valores que darão dignidade e humanidade  ao filho, é justamente a pessoa mais prejudicial ao desenvolvimento do mesmo.
A autora definiu um caminho eficiente e atrativo para desenvolver o enredo: utilizou retrospectivas e flashbacks para justificar os sentimentos, ações e comportamentos dos personagens e esclarecer dúvidas. No transcorrer da história, a cada capítulo, vamos conhecendo verdades, mentiras e acontecimentos que nortearam a vida e o relacionamento de pai, mãe e filha, ao mesmo tempo em que acompanhamos o surgimento do respeito, da admiração e do romance entre Allien e Andrew.
No início, a convivência de Andrew e Allie na fazenda foi conturbada, cercada de confusões e implicâncias mútuas, porém, aconteceram muitas reviravoltas que foram dirimindo as dúvidas e angústias que causaram tantos mal entendidos e sofrimento aos personagens, além de que a autora reservou grandes revelações que fortalecerão nos leitores a certeza de que nem todos os planos que traçamos para nossas vidas são os que produzirão os melhores resultados, pois eles dependem muito dos desejos, das emoções e das informações que temos em poder no momento em que eles foram traçados, além de reforçar que o amor ainda é o único sentimento capaz de transformar e/ou mudar conceitos, sentimentos, pessoas, enfim, o mundo.
Bem, pessoal, não posso terminar sem comentar um pouco sobre a autora. Acompanho Bhetys Oliveira há algum tempo e confesso que é uma grata surpresa constatar seu desenvolvimento profissional. Mudança de Planos está aí, comprovando o amadurecimento da autora que a cada dia se aprimora como contadora de histórias, mesclando na medida certa risos, lágrimas e reflexões sobre a complexidade de todos os tipos de relacionamentos, emoções e sentimentos. Parabéns, Bhetys, por seu talento, determinação e por seu crescimento e evolução na arte de escrever.
Fica a dica: Leiam e prestigiem os autores nacionais, pois além de eles nos deixarem em contato com os melhores temas e enredos, vocês se surpreenderão com a qualidade dos textos que cumprem, com excelência, o papel de divertir, questionar, impactar, enternecer e informar.

Deixem seus comentários. Eles serão muito bem-vindos.

Beijos e até a próxima.
 
 Adquira seu eBook aqui:  https://www.amazon.com.br/Mudança-Planos-Bhetys-Oliveira-ebook/dp/B0789SPZQZ/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=ÅMÅŽÕÑ&crid=26DF3KY17QB2N&keywords=mudança+de+planos&qid=1553030667&s=gateway&sprefix=mudança%2Caps%2C310&sr=8-1 

Contatos da autora:
Instagram: @bhetys_oliveira

Créditos:
Resenha: Vanda Costa
Diagramação: Vanda Costa
Fotos e Imagens: Tiradas da Internet

[Resenha Nacional - 2019] Violet - Giuliana Sperandio

Olá, pessoas queridas!
Como já diz o velho ditado “quem está vivo sempre aparece”, então... olha eu aqui de novo.
  E, pra não dizerem que não falei de flores, hoje, trago para vocês (com certo atraso) a resenha do livro “Violet”, da autora Giuliana Sperandio, lançado pela “The Books Editora”.
Difícil comentar com isenção sobre “Violet”, primeiro pelo fato de a autora ser minha grande amiga de muitos, muitos e muitos anos, a quem acompanho em sua trajetória literária desde o início, desde seus primeiros contos de suspense/terror (AFF!) até sua garra e determinação para chegar até seu primeiro livro (“Violet”) publicado por uma editora. Tempos difíceis com muitos entraves, contratempos e dificuldades, nos quais euforia e desânimo se alternavam constantemente, mas ela conseguiu. Depois, porque tive uma pequena participação no nascimento de “Violet”, uma grata e emocionante surpresa pelo talento e profissionalismo da minha guerreira Giu e pela qualidade do livro.
Explicações e elogios tecidos, vamos ao que interessa: meu sentimento como leitora sobre “Violet”. 


Violet – Giuliana Sperandio


Ela só queria fugir do seu passado e recomeçar uma nova vida. Os ventos do destino a levaram para o coração de uma cidadezinha pitoresca chamada Holambra, onde a esperança tem cheiro de flores. Ele é um viúvo que perdeu o seu grande amor, vivia apenas por sua filha e tinha perdido a fé em recomeços.
Duas histórias que se encontram, dois corações marcados por dores. Seriam eles capazes de enxergar os planos do destino para suas vidas?
O perdão é a chave, a esperança é a porta. Será que eles estariam prontos para atravessá-la juntos? 


ISBN-13: 9788554906153
ISBN-10: 8554906152Ano: 2018 / Páginas: 320
Idioma: português
Editora: The Books Editora

RESENHA

Violet não começa como a maioria dos enredos tradicionais nos quais os personagens e cenários nos são apresentados gradualmente. A história começa apresentando a fênix Violet, renascida das cinzas de alguém com um passado marcado por perdas significativas, violência e decepções.
Desde a primeira linha o leitor é remetido a fatos ocorridos anteriores aos atuais acontecimentos de forma tão instigante que a curiosidade para saber como o enredo se desenrolará é inevitável, gerando uma variedade de teorias e concepções sobre a principal causa que leva alguém a “fabricar” sua morte para ter a chance de continuar viva. No decorrer dos capítulos (bem elaborados e na medida certa) vamos descobrindo o passado de Violet e os fatos geradores da difícil e extrema atitude que ela teve de tomar.
A história não gira só em torno do conhecimento dessas questões, até mesmo porque não se trata de um enredo investigativo ou de um suspense. Fica até difícil enquadrar Violet em um gênero, pois, assim como o suspense, o romance é um ponto fortíssimo do livro que envolve e deixa o leitor definitivamente enternecido e ansioso por um final feliz, sem contar com a gama de personagens secundários, que de tão reais e importantes, podem até ser considerados como personagens principais, além de toda a sorte de sentimentos tanto nobres quanto indignos que são inerentes ao ser humano.
Então, falando resumidamente sobre o livro, eu diria que Violet fala sobre uma jovem de infância e parte da adolescência feliz, que tinha uma família estruturada, irmã e pais amorosos e que teve a sua vida afetada por um acidente que ceifou a vida de seus pais. A tristeza do luto com a morte de seus pais tornou-a uma moça triste, insegura e sem perspectivas de encontrar a felicidade novamente, até que encontra um homem que a trata com carinho, compreensão e proteção, o que a faz crer no retorno de uma vida saudável e feliz. Mas toda essa expectativa cai por terra após o casamento, ao descobrir o péssimo caráter do marido e dos consequentes abusos, crueldades e violências pelos quais o marido a submeteu. Após sofrer um acontecimento brutal praticado pelo marido, Violet passa a ter a certeza de que para manter sua irmã e sobrinhos em segurança e para continuar viva será necessário “morrer” e renascer como Violet.
Esse renascimento exigiu mudanças radicais, entre elas deixar para trás as pessoas e o local que tanto amava, transformação na sua fisionomia, uma nova identidade e um novo local para viver. Tudo foi meticulosamente planejado por quase um ano e Violet escolheu morar em Holambra, a Cidade das Flores, na qual passou a viver entre o perfume, o colorido e a beleza das flores. Holambra e seus habitantes receberam e acolheram Violet muito bem, tornando mais fácil do que ela imaginara toda a mudança pela qual a sua vida passaria.
Por uma armadilha do destino, Holambra tinha um habitante, Jozef, um jovem viúvo que com a perda prematura da esposa, a quem amava verdadeiramente, perdera, também, a alegria de viver. Entretanto, sua esposa havia deixado-lhe um tesouro, sua filhinha Elena e por ela, ele sabia que precisava dar continuidade à vida. Foi nesse contexto e circunstâncias que Violet e Jozef se conheceram e uma atração entre eles surgiu quase que instantaneamente.
É claro que nada será tão fácil e tranquilo quanto desejaríamos que assim o fosse. Violet viverá em constante conflito, pois sabe que Violet é uma “mentira” e nem as amizades, o emprego e o grande amor que conquistou poderão sobreviver a uma mentira. Mas, o que fazer? Revelar sua verdade e correr o risco de ser encontrada e perder sua vida ou não revelar e sofrer as consequências de ser descoberta e perder todos e tudo que conquistou em Holambra? Esse é um dos inúmeros pontos que deixam o leitor literalmente grudado no livro na expectativa do desfecho.
Bem, pessoal, o que posso lhes garantir é que a autora, Giuliana Sperandio, se esmerou para que seus leitores tivessem em mãos uma história fascinante. Sem bajulações, preciso confessar que fiquei impressionada com a qualidade das pesquisas e com a capacidade descritiva da autora. Uma história narrada com riqueza de detalhes e informações históricas e culturais da cidade, assim como hábitos, costumes, referências culinárias e festivas. Houve muito cuidado e empenho nas pesquisas e tenho certeza de que os leitores sairão mais enriquecidos após essa leitura.
Desde os primeiros capítulos, principalmente pós-chegada de Violet em Holambra, nós, leitores, também somos privilegiados com a eficiência descritiva da autora. Quem já leu o livro sabe do que estou falando. Não foram raros os momentos nos quais me senti no meio de um campo de plantio de flores, sentindo o aroma das flores e das comidinhas da tia Betsie, assim como me senti familiarizada com todos os ambientes rica e detalhadamente descritos pela Giu. Perfeito!
Giuliana criou um Romannce/Suspense muito bem elaborado e amarrado que induz o leitor a refletir sobre questões bem atuais como violência contra a mulher, comprometimento legal e moral da classe política em geral, lealdade, amizade, intrigas, enfim, questões perigosas e delicadas, mas que, independente de nossa vontade e querer, fazem parte da realidade de muitos, sem falar na maneira delicada, romântica e sutil com a qual a autora desenvolveu o contexto romântico da trama.
Violet é uma história contemporânea que combina perfeitamente emoções que envolvem família, amor, tragédias, suspense, curiosidade, expectativas e tensão, sem falar das questões mais específicas como perdas irreparáveis, honestidade, verdades e mentiras e a maneira de lidar diante de tais questões. É uma história forte que traz cenas de crueldades e brutalidades extremas, mas que também traz cenas de extremas gentilezas, generosidade de sentimentos, amor genuíno, fé, leveza espiritualidade e recomeços além do fato de ser muito prazeroso acompanhar a construção e a evolução dos recomeços de Jozef e Violet.
Definitivamente me rendi à Violet! Giuliana Sperandio, sua história me conquistou!
Violet é minha dica de leitura não só para a Primavera, a estação das flores, mas para todas as estações do ano.
Beijos e até a próxima.


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Adquira o livro físico com a autora: giulimaier@gmail.com





Créditos:
Resenha: Vanda Costa
Diagramação: Vanda Costa
Fotos e Imagens: Tiradas da Internet

[Estante Nacional] com escritor Dan Folter


Olá, pessoal!

Chegamos ao 10º mês do Projeto Estante Nacional!! Este projeto, idealizado pelo GBU – Grupo Blogueiras Unidas, tem como objetivo divulgar um autor nacional e suas obras todo mês.

Para saber quais autores nós já divulgamos, acesse o Blog do GBU:



Por motivos de "Nuccia Tá Famosa e Importante", perdemos o mês de abril, mas isso não é problema! Nosso convidado foi transferido para maio/2018 e será muito bem divulgado! Venham conhecer o autor Dan Folter!


Sobre o AUTOR:

Dan Folter nasceu em São Paulo num sábado, pouco antes do carnaval de 1979 e, de lá pra cá, vem se esforçando para tornar o mundo um lugar menos entediante. Rasgou a garganta antes dos dois, foi mudo, fanho e finalmente, um tagarela. Técnico em eletrônica e analista de sistemas, está cursando letras para deixar esse mundo de exatas para trás. A literatura é só uma de suas muitas paixões como a fórmula 1, Led Zeppelin, cachorros, seus amigos mercenários e sua esposa Fernanda.




[ColaborAutoras] Resenha Nacional: Pequena Ajuda, Guinho Monteiro

Oi Pessoal,

Aqui estou novamente para falar um pouquinho sobre mais uma obra nacional maravilhosa!

Espero que gostem e incluam na lista de leitura para esse ano, com certeza não irão de arrepender...

Então, vamos lá!


PEQUENA AJUDA
Guinho Monteiro 





Ano: 2017 / Páginas: 272
Idioma: Português
Publicado: Editora Sinna
Drama/Romance


Sinopse: Uma tragédia afasta Sebastian da sua famosa carreira como roteirista, levando-o a se entregar à depressão e à ansiedade. Por causa disso, ele começa a cuidar de roteiros para comerciais televisivos, recluso em seu apartamento.
Sofia, uma criança esperta e curiosa que mora no mesmo prédio que Sebastian, é abandonada pela mãe. Sem saber o que fazer, a menina de oito anos decide bater à porta do vizinho.
Seria essa pequena ajuda a salvação de Sebastian?

“Uma história que fala sobre perdas, abandono, fracasso, recomeço e libertação.” (Prefácio por Kate Willians)

Vamos falar sobre esse livro lindo, com uma escrita forte, porém, delicada, com personagens intensos, porém, muito doces, com assuntos difíceis, porém, trabalhados com muito cuidado e sensibilidade pelo autor.

“Cada vez que a ouvia, ficava mais impressionado, pois, além de ser uma criatura encantadora, a pequena, mesmo com todas as incapacidades, tinha uma enorme inteligência. Apesar de sua constatação, não deixou de se preocupar com sua tenra idade.”

O que dizer dessa pequena ajuda que surgiu na vida de Sebastian? Esse protagonista confuso, sofrido e apagado? Em sua vida fechada, em seus dias amargos após uma grande tragédia? 
Sofia, uma linda e doce pequenina que surge em seu caminho para lhe fortalecer, na verdade, para um fortalecer o outro, pois, ambos se ajudam simplesmente pela empatia natural que surge entre eles. Apesar de tudo começar de uma forma forçada, eles se complementam com o tempo e descobrem que aquele encontro realmente estava escrito no destino para acontecer!
Ainda temos Priscila, uma personagem secundária, mas muito importante no desenvolvimento da trama e que traz mais uma ajudinha para a vida de Sebastian e Sofia, complementando tudo com muita doçura e amor.

“Em todos os seus quase trinta e cinco anos de vida, Sebastian nunca tinha encontrado uma pessoa — e olha que ele já tinha visto de todos os tipos e jeitos — tão simpática e encantadora como a que estava a sua frente. Seus amendoados olhos, o tom de voz calmo e o sorriso lindo passavam uma enorme receptividade a quem os percebia.”

Posso dizer que com essa leitura, tive momentos que mexeram com minhas emoções, oscilando entre alegria e tristeza, ódio e amor, choro e riso, raiva e compaixão, com tudo terminando em uma grande satisfação com um final emocionante e acolhedor.

“Para a menina, ao invés de brigar ou se entristecer, os seres humanos deveriam se amar e sorrir todos os dias.”

Parabéns Guinho pela bela obra, pelo grande trabalho e por nos presentear com um tema difícil, interessante, que foi escrito com cuidado, respeito e muita pesquisa, o que percebemos claramente no decorrer da história. Adorei o seu livro e seu jeito de escrever! Virei fã! 

E obrigada mais uma vez pessoal, nos vemos novamente em breve,

Um forte abraço,



Sandra Milani Moreira

“Paulista. Formada em Pedagogia. Casada, mãe de um príncipe e uma princesa que são as inspirações diárias para suas criações. Começou a escrever desde que ainda muito pequena apaixonou-se pelo mundo da literatura. Publicou seus primeiros contos na plataforma wattpad em 2017. Ama escrever poemas, contos, textos e histórias de amor, drama e suspense. Louca por boas séries e bons filmes. Ama sorvete, massas e comida chinesa. Determinada, sonhadora e cheia de ideias, todas em processo de produção... Tirando os projetos da gaveta e realizando sonhos.”


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