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[Especial de Natal] Um Conto de Natal - Charles Dickens

Olá pessoal, tudo bem?
Apesar de estar sumida, desejei deixar uma mensagem de Natal para vocês. Depois de muito pensar, decidi por fazer uma pequena resenha do conto de Natal mais clássico do mundo: “Um conto de Natal”, do autor britânico “Charles Dickens”.
Acredito que a grande maioria das pessoas já teve contato com este conto, pois ele já teve muitas adaptações para peças, desenhos animados e filmes, uma delas, a mais recente (acho), “Os fantasmas de Scrooge”, com Jim Carrey (lembram?), além de ser um dos contos mais premiados em todo o mundo.
“Um conto de Natal” é um conto muito curto, que a gente lê em pouquíssimo tempo, mas que retrata todo o sentido da vida, da felicidade, da generosidade, do verdadeiro sentido do Natal, que nada mais é do que a necessidade que todos nós temos de repensarmos no conceito de “progredir” profissionalmente, acumularmos riquezas e bens materiais, mesmo que em troca tenhamos de sacrificar o convívio com a família, com os amigos e negligenciarmos ou sermos indiferentes com nossos semelhantes.
Bem, para quem nunca leu ou não se recorda, vamos conferir a história de “Um conto de Natal”?
Um Conto de Natal – Charles Dickens
Ano: 2003 / Páginas: 146
Idioma: Português
Editora: L&PM


Sinopse
"Um Conto de Natal" do britânico Charles Dickens (1812-1870) é uma das histórias mais famosas da literatura ocidental. O enredo nos traz a figura de Ebenezer Scrooge, um avarento homem de negócios londrino, rabugento e solitário, que não demonstra um pingo de bons sentimentos e compaixão para com os outros. Scrooge não deixa que ninguém se aproxime e rompa a sua dura carapaça, preocupando-se apenas com os negócios, o dinheiro e os lucros. No anoitecer frio da véspera natalina, ele é visitado pelo fantasma de Jacob Marley (seu antigo sócio comercial, morto há sete anos) que o repreende e anuncia que Scrooge se prepare, pois será visitado por três espectros do seu próprio passado, presente e futuro... A história da redenção do velho Scrooge vêm comovendo adultos e crianças de todas as épocas.
A história foi escrita entre outubro e novembro de 1843, para ser publicada em capítulos de jornal, com ilustrações de John Leech, em dezembro do mesmo ano. O enredo é familiar a todos: foi filmado várias vezes e televisionado; adaptado para o teatro e para crianças. Transformado em desenho animado e HQs. A figura e o personagem de Scrooge teve vários descendentes literários, um dos mais célebres é o Tio Patinhas de Walt Disney: "Uncle Scrooge McDuck" em inglês.

[Resenha Internacional] "O céu está em todo lugar" - Jandy Nelson

Olá pessoal! Tudo bem?
Hoje temos resenha internacional do livro “O céu está em todo lugar”, da autora Jandy Nelson, autora, também, de “Eu te darei o Sol”. “O céu está em todo lugar” conta toda a trajetória de Lennie Walker e sua tentativa de entender, aceitar e superar o luto pela morte abrupta de Bailey, sua irmã e melhor amiga.
“Como vou sobreviver a esta saudade? Como os outros fazem? As pessoas morrem o tempo todo. Todo dia. Toda hora. Há famílias no mundo olhando para camas em que ninguém mais dorme, para sapatos que não são mais usados. Famílias que não precisam mais comprar um tipo específico de cereal, de xampu. Há pessoas em todo lugar na fila de cinema, comprando cortinas, passeando com cachorros, enquanto, por dentro, com o coração despedaçado. Durante anos. A vida toda. Não acredito que o tempo cura. Não quero. Se curar, não significa que aceitei o mundo sem ela.”Bailey, sua irmã e melhor amiga.

O céu está em todo lugar – Jandy Nelson

Ano: 2011
Idioma: Português
Páginas: 424
Editora: Novo Conceito


Sinopse
Lennie Walker, obcecada por livros e música, tocava clarinete e vivia de forma segura e feliz, à sombra de sua brilhante irmã mais velha, Bailey. Mas quando Bailey morre de forma abrupta, Lennie é lançada ao centro de sua própria vida, e, apesar de não ter nenhum histórico com rapazes, ela se vê, subitamente, lutando para encontrar o equilíbrio entre dois: um deles a tira da tristeza, o outro a consola.

O romance é uma celebração do amor, também um retrato da perda. A luta de Lennie para encontrar sua própria melodia em meio ao ruído que a circunda é sempre honesta, porém hilária e, sobretudo, inesquecível.  

[ColaborAutoras] Resenha Internacional: A Desconhecida - Mary Kubica @EditoraPlaneta

Olá Gente linda.

Hoje temos Resenha Internacional de 
A Desconhecida, da autora Mary Kubica!!!

Eu sou a Ingrid, ColaborAutora fofa do Clube do Livro ❤


A Desconhecida

Ano: 2017 / Páginas: 352
Idioma: português
Editora: Planeta do Brasil



Sinopse

Mais um instigante thriller psicológico da mesma autora de A Garota Perfeita, best-seller do The New York Times Todos os dias, a humanitária Heidi pega o trem suspenso de Chicago e se dirige ao trabalho, uma ONG que atende refugiados e pessoas com dificuldades. Em uma dessas viagens diárias ela se compadece de uma adolescente, que vive zanzando pelas estações com um bebê. É fato que as duas vivem nas ruas e estão sofrendo com a fome, a umidade e o frio intenso que castigam Chicago. Num ímpeto, Heidi resolve acolher Willow, a garota, e Ruby, a criança, em sua casa, provocando incômodo em seu marido e sua filha pré-adolescente. Arredia e taciturna, Willow não se abre e parece esconder algo sério ou estar fugindo de alguém. Mas Heidi segue alheia ao perigo de abrigar uma total estranha em casa. Porém Chris, seu marido, e Zoe, sua filha, têm plena convicção de que Willow é um foco de problemas e se mantêm alertas. Em um crescente de tensão, capítulo após capítulo a verdade é revelada e o leitor irá descobrir quem tem razão.

Mary Kubica


Biografia

Mary Kubica tem bacharelado em Artes pela Universidade de Miami em Oxford, Ohio, em História e Literatura Americana. Ela vive fora de Chicago com o marido e dois filhos e gosta de fotografia, jardinagem e cuidar dos animais em um abrigo local. The Good Girl é seu primeiro romance.

Resenha


Na primeira vez em que Heidi Wood viu Willow, a jovem estava parada na estação de Fullerton, na plataforma do trem, com uma criança no colo. Fazia muito frio e chovia forte. Ela não parecia ter mais de dezesseis anos de idade. 

Heidi sentiu a necessidade de fazer alguma coisa, porém, embarcou no trem como os outros que nada fizeram, deixando a garota e seu bebê sob a chuva. No entanto, aquela cena permaneceu em seus pensamentos. 

Quando voltou para casa naquela noite, Heidi não voltou a vê-la. Ela não contou nada ao marido, Chris, pois certamente não se importaria. Portanto, ajudou sua filha, Zoe, de doze anos, com sua lição de matemática. 




“No dia seguinte, ela está lá de novo. A garota. E mais uma vez está chovendo.”







Heidi hesitou mais uma vez, não querendo parecer intrusiva ou ofensiva. Além do mais, poderia haver um milhão de motivos para que aquela garota estivesse lá com uma mala, segurando um bebê sob a chuva. Entretanto, o pensamento perturbador de que era uma sem-teto mexia profundamente com Heidi, porque trabalhava com pessoas que costumavam ser afetadas pela pobreza, imigrantes na maioria. 



“Sinto-me estremecer enquanto me aproximo da garota. Ela ergue o queixo quando me aproximo e, por meio segundo, nossos olhos se encontram, antes de ela esticar sua xícara e desviar o olhar. Seus olhos estão desgastados, cansados, pessimistas.”


Ela estava pedindo ajuda, mas ainda assim, as pessoas continuavam seguindo seus caminhos sem se importar. Diante disso, Heidi se ofereceu para pagar seu jantar, sendo a primeira pessoa a ser gentil com Willow em muito tempo. 

Durante o jantar, Heidi descobriu que a jovem tinha somente dezoito anos e se chamava, Willow e que sua bebê tinha quatro meses e se chamava, Ruby. O instinto materno falou mais alto e fez com que ela se compadecesse das duas levando-as para sua casa, apesar da relutância de Chris e Zoe, que não gostaram nada de sua atitude. 

Willow era extremamente dura por fora e rebelde. Pouco sabiam sobre ela, seu passado e sua família. Eles não tinham certeza se aquele era seu verdadeiro nome e se Ruby era mesmo sua filha. Mas, Heidi não estava disposta a deixá-las ir. 

Chris tolerava de forma fria aquela situação, enquanto Zoe encarava Willow com hostilidade. Já, Heidi acabou deixando o emprego de lado para dedicar-se as duas hóspedes. No entanto, talvez Willow não fosse tão inocente e imatura quanto levou Heidi a acreditar. 


“Sou oprimida com uma necessidade súbita, uma necessidade humana básica, como comida, abrigo e vestimenta.

Preciso segurar aquela criança em meus braços.”


Um thriller psicológico eletrizante, que aborda assuntos muito importantes. Prendeu-me do início ao fim, inquietando meu coração. Narrado em primeira pessoa intercala entre os pontos de vista dos protagonistas, Heidi, Willow e Chris, algo que eu acho incrível, porque amplia a visão do leitor sobre a história. 

É o primeiro livro da autora que leio e posso afirmar com convicção, que estou apaixonada por sua escrita inteligente, envolvente e meticulosa. Este livro promove uma leitura sensacional, com revelações impressionantes no final.

A capa é ótima. A diagramação é simples e a revisão exemplar. 

Dou cinco estrelas e recomendo para quem procura algo surpreendente!!!

Ingrid M. S. Nascida em 03 de outubro de 1993, é formada em Design de Moda, mora com o marido em uma cidade pequena e muito pacata no interior de Santa Catarina. Ama escrever desde criança, mas somente em 2014, resolveu publicar algo através do Wattpad.


É sonhadora, criativa, detalhista e muito teimosa, uma viciada em livros e chocolate, simplesmente apaixonada por dias frios e chuvosos. Gosta muito de 
desenhar, assistir comédias românticas e seriados. 



CONTATO: FACEBOOK - SKOOB - WATTPAD  - AMAZON

Gostou dessa postagem??? Quer mais??? Que tal me enviar dicas superlegais sobre seus autores (a) favoritos, livros, séries, filmes, músicas, livros, entre outros assuntos? Deixem suas sugestões nos comentários...

Beijinhos Ingrid






[ColaborAutoras] Resenha Internacional: Crash Livro 1 da Trilogia homônima de Nicole Williams @EditoraPlaneta

Olá Gente linda.

Hoje temos Resenha Internacional de Crash Livro 1 da Trilogia homônima de Nicole Williams!!!

Eu sou a Ingrid, ColaborAutora fofa do Clube do Livro ❤


Crash

Ano: 2017 / Páginas: 256
Idioma: português
Editora: Essência



Sinopse

Para a adolescente Lucy, nada é mais importante que o balé. A dança a transporta para um mundo onde a dor, as lembranças ruins e a violência não existem. Um mundo só dela. Um dia, porém, aquela garota certinha é obrigada a mudar de escola. E é nesse novo ambiente, repleto de descobertas e Inseguranças, que conhece um garoto que só usa cinza e vive com uma toca de lã na cabeça. Jude, o maior bad boy da escola, é lindo e seria o sonho de toda garota, e talvez até o genro que todo pai pediu a Deus... se não tivesse sido preso várias vezes e não morasse num abrigo para garotos desajustados. Lucy não liga para a opinião dos outros: o mais importante é o que Jude sente por ela. E o rapaz parece disposto a abrir seu coração, ainda que um segredo que assombra o passado e o presente dos dois esteja prestes a estraçalhar essa paixão. “Jude era a doença para a qual eu não via cura. A droga da qual eu não queria me livrar nunca. ” LUCY


Nicole Williams


Biografia

Eu sou uma mulher, uma mãe, uma escritora. Eu comecei a escrever porque eu adorei e eu ainda estou escrevendo porque eu adoro isso. Eu escrevo jovem adulto, porque eu ainda acredito no amor verdadeiro, espíritos afins, e finais felizes. Aqui é para manter-se jovem no coração * levanta * copo de champanhe. . . e se junta a mim?

Resenha




“Até hoje, nunca encontrei ninguém que pudesse chegar aos pés do Príncipe Encantado.”




A adolescente Lucy Larson tinha certeza de que encontraria o Príncipe Encantado do mundo moderno. E, apesar de acharem que era antiquada, tratava-se apenas de uma romântica incurável. 

Nunca havia encontrado alguém que chegasse aos pés do Príncipe Encantado, até que no final daquele verão, enquanto caprichava no bronzeado na praia do Lago Sapphire, algumas semanas antes de começar o último ano na escola nova, Lucy conheceu um Príncipe Gostoso. Ele chegou com vários amigos e ficou jogando bola com eles, enquanto ela o observava atentamente. 


“Eu não sabia o nome dele, não sabia se tinha namorada — e não sabia se queria uma —, mas eu sabia que estava encrencada. Só quando o jogo acabou e ele olhou para mim, pude ter uma ideia do tamanho da encrenca.”


Durante um pequeno acidente, que Lucy acreditava ter sido intencional, ele caiu sobre ela. Então, descobriu que se chamava, Jude Ryder, o qual fez questão de declarar que não namorava, não se envolvia em relacionamentos, não mandava flores e não telefonava, caso não fizesse questão de nada daquilo, talvez pudessem ter alguma coisa. 

Portanto, Lucy armou-se de toda a sua impetuosidade e o dispensou. Isto, porque ele não era apenas um problema, era uma problema com uma pitada de perigo e muita dor de cabeça. 


“Eu não ligava para estereótipos, mas sabia que o caminho de Jude e o meu nunca se cruzariam — a menos que um de nós se rendesse ao outro, literalmente.”


No entanto, apesar de a intuição de Lucy dizer para se afastar o máximo possível de Jude, alguma coisa dentro dela resistia e se recusava a ouvir. Alguma coisa queria Jude em sua vida, independentemente das consequências ou do desfecho da história. 


“... no dia em que meu pai se transformou num introvertido com sérias dificuldades, no limite da loucura, perdi a mulher que costumava colocar na minha lancheira guardanapos de papel assinados com “❤ mamãe”.”


Houve um tempo em que Lucy e seus pais não se preocupavam com dinheiro, mas, depois que o império comercial de seu pai desmoronou, as economias se foram e coisas como segunda casa e viagem de férias para a Europa se tornaram luxos do passado. A mãe dela era arquiteta e o que ganhava era o suficiente para mantê-los, mas não sobrava nada. Fazia cinco anos que apenas cumpriam a rotina. 

Assim como ela, Jude também precisava lidar com situações difíceis. Ele foi abandonado pela mãe e afastado do pai, logo acabou sendo preso várias vezes e passou a morar em um abrigo para jovens desajustados. 

O maior objetivo da vida de Lucy era se tornar uma bailarina profissional, enquanto o maior objetivo da vida de Jude era sobreviver. Diante disso, para viver um amor impossível, os dois precisariam lutar contra algumas barreiras impostas em seu caminho. Todavia, um segredo devastador pode acabar de uma vez por todas com o que sentem um pelo outro. 


“Os lábios dele tocaram os meus antes que eu pudesse pensar no que havia dito. Eram tão poderosos quanto as mãos, mas igualmente gentis, ao mesmo tempo. Ele os entreabriu, e seu gemido vibrou em meu peito. Sem pensar se devia ou não, passei uma perna por cima dele porque, além de qualquer pensamento racional, eu não conseguia me aproximar dele o suficiente.”


Uma versão moderna de Romeu e Julieta, que envolve paixão e conflitos de forma instigante e arrebatadora. Narrado em primeira pessoa pela perspectiva da protagonista, Lucy, torna a trama ainda mais profunda e intensa. 

A escrita da autora é leve, fluída e ritmada. Os personagens são muito bem construídos. 

A capa é linda, delicada e romântica, remete diretamente ao enredo. A diagramação é fofa e a revisão exemplar. 

Dou cinco estrelas e recomendo para quem ama um bom clichê!!!

Ingrid M. S. Nascida em 03 de outubro de 1993, é formada em Design de Moda, mora com o marido em uma cidade pequena e muito pacata no interior de Santa Catarina. Ama escrever desde criança, mas somente em 2014, resolveu publicar algo através do Wattpad.


É sonhadora, criativa, detalhista e muito teimosa, uma viciada em livros e chocolate, simplesmente apaixonada por dias frios e chuvosos. Gosta muito de 
desenhar, assistir comédias românticas e seriados. 



CONTATO: FACEBOOK - SKOOB - WATTPAD  - AMAZON

Gostou dessa postagem??? Quer mais??? Que tal me enviar dicas superlegais sobre seus autores (a) favoritos, livros, séries, filmes, músicas, livros, entre outros assuntos? Deixem suas sugestões nos comentários...

Beijinhos Ingrid







Resenha Internacional] Extraordinário - R. J. Palacio



Olá amore e amoras!

Hoje vim trazer um livro com uma mensagem linda, tocante e muito especial.

O livro é Extraordinário da autora R.J Palacio.

Ah, nesse post tem notícias sobre a adaptação nas telonas e o trailer também.

Espero que gostem.


Extraordinário - R. J. Palacio

ISBN-13: 9788580573015

ISBN-10: 8580573017

Ano: 2013 / Páginas: 320

Idioma: português 

Editora: Intrínseca

SINOPSE: August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso, ele nunca havia frequentado uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros. 



R. J. Palacio
Raquel Jaramillo Palacio

R.J. Palacio atua no mercado editorial norte-americano há mais de duas décadas, atualmente com dupla função: designer gráfica durante o dia e escritora à noite. Ela mora em Nova York com o marido, os dois filhos e dois cachorros. Este é seu primeiro livro. Para difundir a mensagem de Extraordinário, a autora iniciou uma campanha antibullying no site www.choosekind.tumblr.com, da qual milhares de crianças já participaram.

SITE - SKOOB

[resenha Internacional] Sobrevivi para Contar - O poder da fé me salvou de um massacre - Immaculée Ilibagiza

Olá, gente querida!
Hoje, trago para vocês a resenha do livro “Sobrevivi para Contar - O poder da fé me salvou de um massacre”, de Immaculée Ilibagiza. Neste livro, rebuscando suas memórias, Immaculée, a mulher que sobreviveu ao estarrecedor genocídio ocorrido em 1994, em Ruanda (que vitimou mais de 800 mil pessoas num massacre que chocou a África e o mundo), faz um relato impactante sobre como ela e mais sete mulheres sobreviveram durante três meses escondidas em um minúsculo banheiro para escaparem da morte. É um relato de vida real, no qual o leitor se depara com os sentimentos mais cruéis e impiedosos que o ser humano impõe ao seu semelhante em prol da intolerância, do poder e da ganância. Este é o tipo de leitura que a gente gostaria que os fatos narrados não fossem reais, fossem fantasias, ficções, que nunca tivessem ocorrido. Entretanto, esse e outros genocídios aconteceram na história da humanidade e, mesmo chocando a quem lê, devem ser do entendimento e conhecimento de todos para, quem sabe, além de simplesmente constarem dos anais da história, nunca mais, por razão ou motivação alguma, tornem a acontecer. A religiosidade e o poder da fé inabalável de Immaculée também são pontos fortes da narração.

Sobrevivi para Contar - O poder da fé me salvou de um massacre
(Immaculée Ilibagiza)


Ano: 2008 / Páginas: 240
Idioma: Português 
Editora: Fontanar

Sinopse:
Esta é a história de uma mulher extraordinária, a jovem africana Immaculée Ilibagiza, que, aos 22 anos, sobreviveu ao massacre de seu povo. Confinada num banheiro durante três meses, junto com mais sete mulheres, ela lutou contra o medo e o desespero, ouvindo as vozes dos homens que queriam matá-la. Em 1994, Ruanda viveu um dos mais sangrentos genocídios da História. Conflitos étnicos ancestrais se transformaram num holocausto, em que mais de um milhão de ruandeses foram barbaramente assassinados. Da noite para o dia, a vida de Immaculée mudou de forma radical. Os jovens hútus, que antes eram seus vizinhos, colegas de turma e até amigos, se transformaram em caçadores, treinados para matar e torturar todos os tútsis que encontrassem pela frente. Como ela conseguiu escapar da morte é um mistério além de toda compreensão. Mas conseguiu: não só sobreviveu como não perdeu sua humanidade. Immaculée é a prova de que somos capazes de superar os traumas mais profundos por meio da fé e da espiritualidade. Seu relato de sofrimento, esperança e vitória é uma inspiração a todos.

A história de Immaculée me tocou tanto que após ler o livro dei uma pesquisada sobre o assunto e fiz um pequeno resumo para auxiliar o leitor que, assim como eu, tiver a curiosidade de saber a motivação de tanta iniquidade. Achei interessante colocar essas informações antes da resenha, para que ao apresentar a história, todos tenham algum conhecimento dos fatos. Bem, essa foi minha interpretação sobre o genocídio em Ruanda:
Ruanda, capital Kigali, é um país pequenininho localizado na região dos Grandes Lagos da África Centro-Oriental. A maioria dos ruandeses professa a religião católica e sua população em sua quase totalidade é constituída por três tribos: Hutus (maioria), Tutsis (minoria) e um número insignificante de Twa (pigmeus).
Apesar da grande maioria dos ruandeses ser hutus (cerca de 85%), por muito tempo, a minoria tutsi dominou o país, detendo as funções e cargos mais importantes e privilegiados, enquanto que aos hutus cabiam cargos e funções menos relevantes e os trabalhos braçais. Essa condição prevaleceu por muito tempo até os hutus se revoltarem, se organizarem e em 1959 derrubarem a monarquia tutsi. Milhares de tutsis fugiram para países vizinhos incluindo a Uganda. Um grupo de exilados tutsis formou a Frente Patriótica Ruandesa (RPF) que invadiu Ruanda em 1990.
Em 1993 foi assinado um acordo de paz e, logo após o acordo que parecia por fim aos conflitos tribais, em seis de abril de 1994, o avião que transportava dois líderes hutus, o presidente de Ruanda (Juvenal Habyarimana) e o presidente do Burundi (Cyprien Ntaryamira), foi derrubado matando os dois líderes. Os hutus culparam a RPF pelas mortes (há quem diga que foram os próprios hutus que derrubaram o avião para justificar a chacina) e imediatamente deram início ao sangrento e cruel genocídio que durou cem dias, vitimando mais de 800 mil tutsis (o número de mortos varia de acordo com as fontes: umas dão conta de 500 mil mortos, outras, contabilizam mais de um milhão).
A maioria dos estudiosos afirma que a colonização Belga foi fator determinante do genocídio, entretanto, há correntes que afirmam que a colonização Belga não foi a principal causa, mas um dos fatores determinantes, pois a posição social que hutus e tutsis possuíam já fazia parte da tradição ruandesa. Com a chegada dos belgas essa tradição foi sendo erradicada quando os belgas passaram a “classificar” os ruandeses, através de características (detalhes) físicas em hutus e tutsis e registraram em seus cartões de identidade sua posição social (se eram hutus ou tutsis), acirrando a rivalidade já existente. O catolicismo também contribuiu com o genocídio, pois de acordo com os estudiosos, a alta cúpula da igreja católica ruandesa estava vinculada ao poder do Estado e foram os principais bispos e alguns padres de Ruanda que autorizaram a matança dentro das igrejas (locais que deveriam manter em segurança as pessoas que ali procurassem ajuda).
Um conflito étnico entre duas aldeias “irmãs” em busca de poder, deu início a um sangrento e cruel massacre local. Eles invadiram casa torturando até a morte. Vizinhos mataram vizinhos, maridos hutus mataram suas esposas tutsis. Mulheres tutsis foram barbarizadas, estupradas e mortas. Muitas delas foram levadas pelos hutus e mantidas como escravas sexuais. Crianças eram trucidadas na frente dos pais e mulheres grávidas tinham o ventre dilacerado e seus bebês arrancados e mortos na frente de todos. A ONU e a Bélgica tinham forças de segurança em Ruanda, mas são acusadas de não fazerem nada para pararem a matança. Os franceses enviaram militares para criar uma zona de segurança, mas, também, são acusados de serem aliados aos hutus e de não fazerem nada para deter os assassinatos. Enfim, uma combinação de ganância, ódio, preconceito, vingança e omissões dizimaram barbaramente cerca de 75% da população tutsi. Foi um período feio, bárbaro, impiedoso e desumano da história mundial.
Sobre a autora:


Immaculée Ilibagiza é uma escritora e palestrante ruandesa, mais conhecida por seu livro autobiográfico "Left to Tell: Discovering God Amidst the Rwandan Holocaust" ("Sobrevivi para Contar - O Poder da Fé me Salvou de um Massacre", edição em português). Estudou eletrônica e engenharia mecânica na Universidade Nacional. Perdeu a maior parte de sua família durante o genocídio de 1994. Quatro anos mais tarde, emigrou de Ruanda para os Estados Unidos e foi trabalhar na Organização das Nações Unidas, na cidade de Nova York. Dedica-se neste momento à Fundação Ilibagiza, que se destina a ajudar outros sobreviventes a se recuperarem dos efeitos a longo prazo do genocídio e da guerra. Immaculée reside em Long Island, com o marido Bryan Black e os filhos de ambos, Nikeisha e Bryan Jr.

Resenha
No livro “Sobrevivi para Contar - O poder da fé me salvou de um massacre”, a autora, Immaculée Ilibagiza, relata de maneira clara, objetiva e muito emocionante a história de sua vida, mais precisamente, de como sobreviveu ao cruel genocídio ocorrido em Ruanda, no ano de 1994. A autora deixa claro que o livro não tem a pretensão de contar a história de Ruanda ou do genocídio, mas, sim, a história de sua vida, e de como ela sobreviveu ao genocídio. Entretanto, ao relatar tão minuciosamente suas impressões e toda perseguição, perdas, angústias e dor pelas quais passou, ela acaba dando ao leitor informações valiosas sobre as motivações e a forma como os tutsis foram dizimados, tornando-o conhecedor de toda a tragédia e horror que não só ela, mas que todos os tutsis passaram. É um relato ao mesmo tempo chocante, pela crueldade dos atos e fatos, e comovente, pela experiência que a autora teve com o poder de sua fé em Deus.
Em primeira pessoa do singular, Immaculée conta todo horror pelo qual passou durante os cem dias que durou o conflito. Immaculée começa a narração se apresentando e apresentando seu país a todos os leitores. Nesta parte a autora retroage no tempo para que o leitor possa tomar conhecimento de como ela e sua família pensavam e viviam antes do terrível conflito. Seus pais (Leonard e Rose) eram professores e acreditavam que a educação era a única arma contra a pobreza e a fome e, por isso, investiram na educação de seus quatro filhos, três meninos (Damascene, Vianney (mortos) e Aimable, e uma menina (Immaculée).

Immaculée e sua família eram católicos fervorosos, amavam-se e eram muito unidos. Seus pais eram respeitados e queridos pela vizinhança. Immaculée sempre foi muito estudiosa e, apesar de em seu país as meninas não serem incentivadas a estudar, pois o casamento era o máximo que uma mulher poderia almejar, seus pais sempre fizeram de tudo para que ela, através dos estudos, tivesse sua independência intelectual e financeira. Com o incentivo e apoio da família Immaculée ingressou na Universidade. Ela sabia que havia desavenças entre tutsis e hutus, mas não imaginava que essa rivalidade culminaria com o acontecimento que devastaria seu povo.
“Em nossa casa, racismo e preconceito eram totalmente desconhecidos. Eu não tinha consciência de que as pessoas pertenciam a tribos e raças diferentes e, até entrar para a escola, jamais havia escutado palavras como tútsi ou hútu... eu era uma menininha muito feliz, em uma família feliz, habitante do que me parecia ser uma aldeia feliz, onde as pessoas se respeitavam e eram amigas umas das outras.”

”Meus pais eram professores, pais extremosos e muito respeitados na aldeia. Éramos quatro filhos e só eu de menina, os amávamos muito e éramos muito próximos até o último minuto antes de nossa separação. Lembro-me que nossos vizinhos eram com pais para nós. Sabíamos que tinham problemas entre os Hutus e os Tutsis, porém, nunca imaginamos que o ódio imperaria.”


A história prossegue e Immaculée continua seu relato repassando ao leitor todos os sentimentos que a invadiram durante os três meses que ela e mais sete mulheres passaram escondidas em um minúsculo banheiro, amontoadas, amedrontadas, em silêncio absoluto, comendo restos da casa (quando era possível). Tinham seus ciclos menstruais sem as mínimas condições de higiene, sem direito a tomarem um banho sequer, num banheiro que tinha como área de ventilação apenas uma pequena janela basculante, à altura do teto, coberta por um pedaço de pano vermelho. Immaculée conta que a única coisa que podia fazer era rezar doze, treze e até mais horas por dia. Por vezes, quando o pastor conseguia ir até elas, contava-lhes sobre as atrocidades que estavam acontecendo lá fora, o que as deixavam cada vez mais aterrorizadas, vivendo numa constante tortura física e mental. 
“Não sou capaz de dizer quanto medo você sente quando sabe que eles podem nos pegar a qualquer momento. Eles tinham facões. Eles tinham lanças.”
 “Por favor, Deus, deixe cegos os assassinos quando chegarem ao quarto do pastor — não permita que descubram a porta do banheiro, não permita que eles nos vejam. Você salvou Daniel da cova dos leões, impediu que eles o fizessem em pedaços... não permita que esses homens nos façam em pedaços também. Deus, proteja-nos como protegeu Daniel.”
“Eu sabia que existiam problemas entre as duas tribos. Mas nunca imaginei... simplesmente aconteceu. Sem motivo algum. Ficamos naquele banheiro por três meses. Eles nunca nos encontraram.”


Immaculée sentia que perdera todos aqueles a quem amava e por quem tinha grande apreço e carinho, pois seus parentes e amigos ou estavam mortos ou se transformaram em caçadores cruéis de tutsis. Perdeu pais, irmãos (só um sobreviveu por encontrar-se longe do local do conflito), amigos, vizinhos, colegas, o namorado John (de etnia hutu), com o qual havia namorado firme por dois anos e já haviam vislumbrado casamento. Para termos ideia das privações pelas quais ela e suas companheiras de confinamento passaram, relatou que quando entrou naquele banheiro, pesava 52kgs e, ao sair, estava pesando em torno de 29kgs. Immaculée prossegue seu relato narrando as situações difíceis e desafiadoras pelas quais passou após sair do banheiro, a pouca ou nula atuação da ONU para estagnar o conflito e a pouca eficácia das tropas francesas e dos belgas para deter os assassinos. Em todos esses momentos e situações, a autora professou sua crença, sua fé em Deus.
“Aquela estrada me havia levado a todos os lugares que eu amava. A estrada atravessou minha vida, mas essa vida já não existia. Era agora um caminho percorrido por assassinos e estupradores. Uma tristeza profunda tomou conta de mim à medida que me dava conta de que, acontecesse o que acontecesse, minha vida jamais voltaria a ser a mesma. Fechei os olhos e disse a Deus que cabia-Lhe encontrar o novo caminho que eu deveria seguir.”


Sobrevivi para Contar - O poder da fé me salvou de um massacre é um livro no qual o leitor enxerga sob os olhos e sentimentos da autora a matança impiedosa de seu povo, além de deixar bem claro aos leitores que sua sobrevivência ocorreu única e exclusivamente pela fé incondicional e inabalável em Deus, que a amparou e a livrou de morte tão cruel.  É um relato de todo o horror que o holocausto impôs ao seu povo e da infeliz constatação de o quanto o ser humano pode ser cruel e impiedoso com seus semelhantes.


Minha opinião sobre a obra

Bem, queridos leitores, li “Sobrevivi para Contar - O poder da fé me salvou de um massacre” muito rapidamente. Este é o tipo do livro que, apesar de conter um enredo forte, impele o leitor a prosseguir ininterruptamente com a leitura. Gera angústia e ao mesmo tempo expectativa de se conhecer detalhes da impressionante trajetória de fé, resistência e vitória de Immaculée Ilibagiza. O único ponto que me incomodou na narrativa da autora foi o fato de ela atribuir a forças malignas toda essa carnificina, pois acho uma maneira muito simplista de tentar justificar os atos bárbaros cometidos por seres (ditos) humanos. Não há de se desconsiderar que não foram atrocidades cometidas ao acaso, sem planejamento e/ou motivação. Através do próprio relato de Immaculée e de pesquisas, tomei conhecimento das principais causas que deflagraram tal barbárie. A grande maioria dos hutus, incluindo religiosos, decidiu pelo genocídio, mas teve também hutus, como o pastor que arriscou sua vida e a de sua família escondendo-as no banheiro, que optaram por tentar poupar, salvar vidas. Então, de acordo com a natureza de cada um, escolhas foram feitas e cada um deve ser responsável e responsabilizado por atos (bons ou ruins) que praticou em razão de sua escolha.
 “Sobrevivi para Contar - O poder da fé me salvou de um massacre” relata os sentimentos mais vis e também os sentimentos mais nobres e virtuosos que o ser humano pode expressar. Através de um relato dramático e comovente, ficamos sabendo através do ponto de vista de Immaculée Ilibagiza, uma sobrevivente ao genocídio ocorrido em Ruanda, que o extermínio impiedoso de cerca de 75% dos ruandeses tutsis foi fruto da intransigência, da intolerância, da ganância pelo poder e da falta de misericórdia do homem com seu próximo. Ele não só contém a história das agruras pelas quais Immaculée passou durante três meses escondida em um pequeno banheiro com outras sete mulheres para escapar da morte, como também é uma confissão categórica de religiosidade e fé em Deus, fé essa que, particularmente acho, que aliada a sua determinação em não se deixar matar de forma tão bárbara, tornou-a vitoriosa. Aos agnósticos, digo que a intenção da resenha não é fazê-los crer em Deus, mas, sim, expor o sentimento da autora de que uma força superior lhe amparou e a ajudou a suportar todas as penúrias impostas pelos algozes do seu povo. Essa força ela (e eu) chama de Deus. Cada um denomine-a como quiser, de acordo com suas convicções e crenças. 
“Eu nunca me rendi à morte, de alguma forma senti que deveria viver. E eu supliquei a Deus: Deus, se você estiver aí, expulse daqui os assassinos, por favor, antes que eles nos encontre.”

Os assassinos não “enxergaram” Immaculée. Ela sobreviveu graças a sua fé incondicional e inabalável em Deus. Atualmente, ministra palestras em todo mundo sobre os horrores provocados pelo holocausto que exterminou quase a totalidade de seus irmãos étnicos e deixou sequelas irreparáveis e inesquecíveis nos que a ele sobreviveu.
Que relato impressionante, dramático e comovente!
Li, gostei demais e recomendo!


Suas impressões e comentários sobre a obra e a resenha são sempre muito bem-vindos.

Beijos e até a próxima.


Créditos
Resenha: Vanda Costa
Diagramação: Vanda Costa
Fotos e imagens: Tiradas da Internet
Dados sobre a autora: Tirados da Internet