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[Promoção Mães Leitoras] com Rô Mierling e blogs parceiros (serão 7 ganhadores!)

Olá queridos leitores! Em comemoração ao Dias das Mães , a escritora Rô Mierling e blogs parceiros se reuniram para presentea...

[KATE INDICA] Primeiras Impressões - TALVEZ NUNCA MAIS UM PAÍS

Oi, clubenautas!


Hoje venho trazer as PRIMEIRAS IMPRESSÕES do livro “Talvez nunca mais um país”, do autor Flavio Oliveira. Vários blogs estão participando e não perderia essa oportunidade. Minha estante literária e mental agradece! Palmas para este autor nacional. Quarenta páginas foram suficientes para me prender, li em quarenta minutos. Vamos aos dados do livro <3



Editora: Delirium Editora
Páginas: 240
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Sinopse
Talvez nunca mais um país, partidos políticos, eleições etc. Dois vírus criaram uma nova idade histórica, o primeiro consumiu as reservas de petróleo, o segundo deixou à beira da extinção a humanidade — gigantescas ratazanas devoram os corpos largados nas ruas. No setor 7, na famosíssima Copacabana, Miguel — ex-ráquer, atualmente colecionador e catalogador de objetos artísticos, um apaixonado por rock ‘n’ roll — envelhece (aceitando a sorte de ser um doador universal) sem ter muito o que fazer, além de caminhar na praia em companhia das porcas da senhora Borrêia e conversar com os pivetes na carcaça. Tudo isso mudará um dia, por culpa da inveja alheia, por culpa de uma nova vontade de ser melhor, algo não permitido pelo autoritário governo.





Quarenta páginas é bem pouco para que possa realmente entender o enredo do livro, mas suficientes para que possa captar algumas sutis mensagens lançadas pelo autor. Algumas não tão sutis...
O terrorismo causou o vírus que consumiu as reservas de petróleo fazendo com que somente hospitais e repartições públicas tivessem energia. Carros permanecem abandonados nas ruas.
O segundo vírus levou a humanidade quase à extinção com uma doença chamada Hoosbardo, nomeada dessa maneira em homenagem ao cientista Emmanuel Hoosbardo, quem descobriu a pior doença da história da humanidade. 


A partir disso, o país começou a ser dividido em setores para afastar os doentes dos imunes. Sim, há aqueles que são potencialmente incapazes de contaminação. Potencialmente porque, quando submetidos a uma prolongada exposição, essa imunidade tem grandes chances de acabar. Então, eis que surge a figura do doador, aquele que é imune e recebe para fazer transfusões genéticas para os contaminados e prolongar estas vidas por anos ou décadas. Recebe bastante ao ponto do protagonista ser um milionário, mas um rico sem muito que fazer...
A setorização do país acabou por distanciar as pessoas, o que causa em nosso protagonista certa nostalgia por seus tempos passados. Sua avó com seus bons ensinamentos e Mariana, sua única esposa, que adora os bichos modificados. 

A arte foi extinta, de modo que o protagonista trabalha como catalogador e historiador, tendo auxiliado no arquivamento da extinta arte, o conhecido cemitério da memória artística. Algo tão triste para nós, escritores e leitores.


Agora, imagina, viver em um lugar onde você é imune, ganha bastante para salvar pessoas contaminadas, mantêm sua identidade preservada – e mesmo assim é encontrado para transfusões clandestinas -, usa um prolongador de vida, afinal, você é valioso para o mundo (é imune, lembra?), mas pergunte-se: o que é vida realmente?
Viver por muitos e muitos anos, sendo rico, valioso para a sociedade, porém perder seus parentes, não ter muito que fazer, afinal, as artes foram extintas... Bem, essa foi uma das mensagens que eu captei, entretanto, li apenas 40 páginas, posso mudar totalmente minha perspectiva. 

Outro ponto bem interessante é que as favelas foram removidas e houve o reflorestamento dos morros porque a menor incidência de gás carbônico aumenta a resistência aos efeitos da doença. Aqui uma mensagem bem clara. O homem vem cada vez mais destruindo a natureza, talvez precisemos mesmo de um desastre como um vírus para dar a ela o devido valor, não é mesmo? 

Então, agora, para tudo... Quero dizer com todas as letras que o livro “Talvez nunca mais um país” deve ser lido por todos. Há alguma coisa no modo de escrita do autor que nos prende, mesmo que a narração não seja exatamente linear, não há dificuldade na compreensão dos fatos, a distopia é realmente incrível, melhor do que muitas internacionais que li por aí, de uma criatividade ímpar. Estou impressionada, curiosíssima pelas próximas 200 páginas e quero ler outras obras do autor.
Parabéns, Flavio! 



Até a próxima <3
Beijinhos.
Kate

Nascida e criada no Rio de Janeiro, Katerine Grinaldi já visitou lugares que não estão nos mapas convencionais. Isso graças ao seu amor pela literatura, tanto no ato de ler como no de escrever.Encantada com histórias que fazem pensar e por personagens de apaixonar, Katerine decidiu criar outros mundos para que leitores – como ela - pudessem visitar. Advogada, ela não abandona um de seus maiores prazeres: escrever. A Herdeira, seu primeiro livro, foi lançado na Bienal do Livro de 2015.

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7 comentários:

  1. OI!
    Uma distopia nacional!!! Já amei!
    Adorei o enredo do livro, amo esse estilo, e quero ler com certeza.
    Bjs!

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  2. Oi,
    Já vi o livro do autor nas redes sociais e fiquei curiosa para conhecer essa distopia.
    Se em 40 páginas você passou tantas informações e ainda nos deixou com tanta curiosidade, imagina o restante? Rsrs sabe, eu não gosto muito de fazer essas impressões, fico super curiosa e agoniada querendo saber o restante Rs
    Fico passada com a criatividade desses autores, são sensacionais
    Beijos

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  3. Ei, Kate!
    Adoro distopias e achei a premissa dessa muito boa! Além de tudo tb tenho uma queda por livros/filmes catástrofes, especialmente quando tratam de questões biológicas (sou da área, sacomé?)... Essa tem 2 vírus e achei interessante tb o fato de ter esse monte de mensagens misturadas à leitura. Gosto desses questionamentos que surgem na gente como leitor. Quero conhecer o livro!! Obrigada por indicar!! beijo!!!

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  4. Oi Kate, tudo bem??
    Falou de distopia, falou comigo.. amo demais essa temática e devo dizer que os autores nacionais que andam se arriscando na distopia estão indo muito bem... já li 3 livros de distopias nacionais e me apaixonei por todos... e claro que diante dessas primeiras impressões eu não poderia resistir e querer certo? Certo e já quero... vou colocá-lo na minha lista... porque eu fiquei encantada por esse livro... e suas primeiras impressões... Xero!!

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  5. Olá Kate!!
    Que incrível essa Distopia! Sou uma fã dessa arte de escrita por considerar que toda Distopia possui uma crítica real, as nacionais em sua maioria possuem uma visão de futuro que ao meu ver não está tão distante da nossa realidade! Mas acredito que seria necessária uma disseminação dessas leituras para que a comunidade em um tudo tivesse consciência da nossa futura situação, o que torna escasso já que nem todo mundo lê!
    Enfim um livro que leria com certeza!!! Fica super anotada, aguardo p resultado da finalização da leitura!!

    Beijokas

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  6. Oi kate, sou fã de distopia e fiquei super interessada em ler este livro. Imagino ser imune a tudo isso, o caos que deve ser a vida dessa pessoa. Fiquei curiosa para conhecer mais desse mundo criado pelo autor, essa primeira impressão só atiçou minha curiosidade,amei a dica, beijos!

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  7. Olá, adorei suas primeiras impressões sobre a obra. Eu não conhecia a obra e me interessei pelo fato de ser uma distopia nacional, um gênero que vem crescendo nesses últimos anos, mas que a maioria das obras se concentram em âmbito internacional. Adorei a dica!

    Abraços

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