[Amigas da Meia Noite] Hush - A Morte Ouve


Oi, amigos da meia-noite!

Estou de volta para mais uma dica de arrepiar ou de amar para você que, como nós da coluna, ama filmes de terror. Então, senta aí, pega sua pipoca – se você gosta, porque eu não curto – e vê o que acha desse filme.

HUSH - A MORTE OUVE
Sinopse
A autora Maddie Toung (Kate Siegel) vive uma vida isolada desde que perdeu sua audição quando era adolescente, se colando em um mundo de total silêncio. Porém, quando um rosto mascarado de um assassino psicótico aparece em sua janela, Maddie precisa ir além dos seus limites físicos e mentais para conseguir sobreviver.

Trailer
(Gente, estou muito incomodada porque não encontrei trailer do filme legendado – questões de acessibilidade – e, para completar, este está em inglês, mas por sorte o foco é nas cenas mesmo, então podem assistir). 


Agora, vem comigo saber o que a sinopse e nem o trailer podem dizer: A minha opinião, rs. Ok, estou engraçadinha hoje. Vamos lá.
O filme começa devagar, bem morno, meu namorado quase cochilou, mas... PARA TUDO. Você já deve ter percebido que as mortes só começam a acontecer depois de uns quarenta minutos nos filmes de terror, né? O longa tem uma hora e meia e só no finalzinho o psicopata assustador resolver dar as caras e ensanguentar todo o cenário. Não é o caso. Demorou um pouquinho para as coisas esquentarem, mas pode apostar que foi bem mais rápido do que o clichê e quando começou já veio com tudo. Meu coração acelerou na hora com o susto e agarrei a mão do meu namorado, no desespero.
No início somos ambientados à história. Maddie é uma escritora que ficou surda em virtude de uma meningite, quando adolescente, e atualmente optou por morar em uma casa bastante isolada. Sim, pelo trailer você pode observar que não há realmente nada ao redor, apenas árvores. Sua vizinha mais próxima é Sarah, uma mulher casada, com quem a autora fez amizade.
Depois desse ‘mostrar de mundos’ ao espectador, o filme começa a seguir seu objetivo e, voltando a ressaltar, começa bem, mantendo a adrenalina lá no alto. Sabe... Nesse primeiro momento, a única coisa que pensei foi:
O clichê pode não ser clichê se você mudar pequenos fatores. Uau. Foi incrível como uma cena bem comum nos filmes de terror tornou-se completamente diferente por causa de um fator: a protagonista é surda. E você experimenta todo o pavor por causa disso.
Então, você está sabendo de tudo, mas ela não. E isso torna tudo muito assustador sem precisar recorrer a estripulias cansativas do gênero.
Preciso confessar uma coisa... A autora tinha uma gata que, claro, passava a maior parte do tempo lá fora, entrando apenas quando sua dona balançava a tigela de ração, e grande parte da minha apreensão foi com a bichinha. Ficava pensando: quando essa gata vai lembrar que tem casa, por favor? Ela não pode morrer! Não vou dizer se “Vadia” – o nome dela – sobreviveu.
Enfim, Maddie recebe fotos de si mesma através do aplicativo de mensagens em seu notebook e, então, ela se dá conta de que algo errado está acontecendo. Eu odeio filmes com psicopatas mascarados, só uma informação. Isso aumenta meu pânico.
Daí, o jogo de gato e rato começa e, para minha sorte, o homem resolve logo tirar a máscara devido a uma mensagem que Maddie deixa na porta em uma tentativa de negociação. 


O assassino rodeia toda a casa, vigiando a autora por todas as janelas, assustando-a, garantindo que ela não sairá de lá viva. Gente, tem noção do quanto era difícil para ela fugir sendo surda? Porque os barulhos que nós ouvíamos da aproximação dele não eram ouvidos por ela.

Se ela viveu ou morreu, posso dizer que foi uma grande lutadora. Não sei se teria sobrevivido, menos ainda lutado. Acho que ia ficar lá dentro mesmo, com a porta fechada, curtindo um lanchinho, sei lá... Fingindo que não estava acontecendo nada ou ia desmaiar no chão da cozinha. Nem pensar em fazer metade do que ela fez, independente se teve êxito ou não. Mulher corajosa. Palmas para ela.
Agora, preciso pontuar algumas coisas que me desagradaram, porém me entendam: isso não alterou a qualidade do filme ou a capacidade em me prender até o final. São apenas detalhes. Algumas partes foram apelativas ou desnecessárias. Em determinado momento, achei que algumas cenas focadas no sofrimento dela eram bobas e apenas para garantir mais minutos. Além do quê, sinto que ela teve oportunidade de matá-lo em determinado momento e não o fez. Fora isso, o filme foi ótimo. Posso garantir que fugiu de muitos clichês e não teve ponto sem nó no enredo. Coisas que foram utilizadas já haviam sido mostradas sutilmente, ou seja, dando um exemplo, não apareceu de repente uma espada na parede da protagonista, entende? Se aparecesse, é porque já tinha sido mostrada. (Não havia espada, foi só um exemplo mesmo). 

E então, pronto para tirar suas próprias conclusões?! 

Até a próxima <3

Beijinhos.
Kate
Nascida e criada no Rio de Janeiro, Katerine Grinaldi já visitou lugares que não estão nos mapas convencionais. Isso graças ao seu amor pela literatura, tanto no ato de ler como no de escrever. Encantada com histórias que fazem pensar e por personagens de apaixonar, Katerine decidiu criar outros mundos para que leitores – como ela - pudessem visitar. Advogada, ela não abandona um de seus maiores prazeres: escrever. A Herdeira, seu primeiro livro, foi lançado na Bienal do Livro de 2015.

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