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[Resenha Nacional] Cara de um, Focinho do outro - Marcos Fernandes

Olá, gente querida!

Hoje, a resenha tem tema e título especiais.
De cara, posso afirmar que o tema animal me fascina, mas, por não se tratar propriamente de uma trama, de uma história, ao final da leitura, fiquei em dúvida sobre que formato daria a resenha.
Cara de um, Focinho do outro” foi escrito por Marcos Fernandes, que além de Médico Veterinário, tem especialização em Homeopatia e Psicanálise. O livro é uma publicação da nossa parceira, Editora Butterfly, que nos cedeu gentilmente a obra para divulgação e resenha.
E então, vamos conferir como ficou a resenha?

Cara de um, Focinho do outro
(Marcos Fernandes)
Título: Cara de um, Focinho do outro
Autor: Marcos Fernandes
Ano/Páginas: 2015/192
Idioma: Português
Editora: Butterfly 
Sinopse

"Quem nunca teve um animal de estimação e compartilhou com ele os momentos mais incríveis de sua vida? Um segredo, uma alegria, uma dor...
Pois é sobre essa relação amorosa entre os tutores e seus animais de estimação que trata este livro. Uma relação antiga, mas que em momento algum da história da humanidade foi tão intensa.
Muitos dizem que o animal é o espelho de seu tutor. Mas o que faz com que essa relação seja tão forte? Existe alguma energia que os une? O que a ciência fala sobre essa união?

“A fidelidade que os animais dispensam a seus tutores humanos é indescritível, pois resgatam a pessoa das regiões mais sombrias de seus problemas e angústias, motivando a vida a seguir seu curso novamente”, explica o autor, que também é veterinário e psicanalista.
Descubra mais sobre essa relação de amor e fidelidade que ultrapassa o tempo e a razão. Você vai se surpreender.


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O autor, Marcos Fernandes, baseado em casos observados e relatados em seu consultório e em suas visitas domiciliares, escreveu “Cara de um, Focinho do outro” que, entre outras observações, tem como abordagens principais o carinho e amor que sentimos pelos animais e a semelhança emocional que existe entre o tutor e seu animal de estimação.
Para começar gostaria de registrar que sou irremediavelmente apaixonada por animais e, desde que me entendo por gente, sempre convivi com pelo menos um desses seres especiais. Já tive preás (porquinho-da-índia), coelho, hamster, passarinhos, gatos e cachorros, sendo o cachorro, a minha grande paixão, daí, a minha escolha por “Cara de um, Focinho do outro”. Entretanto, no decorrer da leitura, constatei que o livro não era exatamente o que eu esperava.
Não sei por que, o título me sugeriu que o livro retratava um enredo, uma trama com personagens, fatos, enfim, uma história completa, o que não é o caso do livro. O livro é basicamente informativo. O autor referenciou a obra, em sua quase totalidade, em Sigmund Freud (descobridor do inconsciente humano), Carl Jung (revelação do inconsciente coletivo), Rupert Sheldrake (nova visão relacionada aos campos mórficos) e nas suas observações vivenciadas no seu consultório veterinário e em suas visitas domiciliares. Toda essa trajetória de pesquisas, aperfeiçoamento profissional e observações clínicas, segundo o autor, foi em busca de tornar-se um profissional não convencional, em prol de um tratamento mais diferenciado e  eficaz para seus pacientes (animais).
“Cara de um, Focinho do outro” aborda vários temas e em vários desses temas, há alguns casos ilustrando o assunto abordado. Minha resenha está baseada nos tópicos que mais atraíram minha atenção e é sobre eles que tecerei breves comentários, pois a obra é altamente descritiva, exemplificada e conclusiva em toda sua narração.

Humanização dos animais de companhia” - capítulo no qual o autor conclui que a humanização dos animais de estimação está associada a vários fatores, tais como a insatisfação e decepção do ser humano com o próprio ser humano, crescimento e a avidez de lucro do mercado pet, a evolução profissional da medicina veterinária nas áreas médicas e diagnósticas, e a medicina e os tratamentos alternativos. O capítulo também explana sobre as consequências e sequelas irreversíveis na saúde física e emocional dos animais trazidas pela humanização dos animais pelo homem. Sinceramente falando, achei um capítulo forte, que atribui ao tutor grande responsabilidade pelas doenças físicas e emocionais dos animais. Achei o tema totalmente discutível, porque é óbvio que todo o exagero é prejudicial e isso não se aplica só na relação homem-animal. Sentimentos como ódio e amor, preocupações e cuidados sem medidas e obsessivos, são sentimentos e atos que geram prejuízos e compulsões maléficas não só aos animais, mas, também, a quem os pratica e a quem os recebe. Qualquer espécie, humana ou animal, que mantém (ou é mantido) uma relação sufocante e privativa, merece atenção e cuidados especiais.
Sou consciente e centrada sobre minha relação afetiva com os animais (principalmente com os que estão sob minha tutela) e, por isso, esse posicionamento do autor não me despertou motivos de reflexões, mas li vários depoimentos de resenhistas que, após a leitura, passaram a questionar-se sobre a “qualidade” de seus sentimentos e tratamentos dedicados aos seus animais.

Decidir-se pela aquisição (adoção ou compra) de um cão ou gato” – capítulo superválido, pois ressalta a importância dos futuros tutores na hora de decidirem sobre qual animal levará para casa. O autor mostra que é de extrema importância analisar as condições da moradia que irá abrigar o animal, como o tamanho físico da casa em relação ao porte do animal (é desumano manter um animal de médio ou grande porte, num espaço minúsculo), a presença de crianças na casa, pois há certas raças que não se adaptam a energia e hiperatividade das crianças, ao tempo disponível do tutor para o passeio (necessário) com o animal, a disponibilidade econômica para arcar com despesas alimentar e médica do animal. O autor também comenta sobre a identificação com relação à personalidade e aprendizado com a espécie do animal (cão ou gato) com o qual o tutor gostaria de conviver.

“O amor desinteressado dos animais” – o autor destaca os benefícios que o amor, a afetividade e o companheirismo dos animais promovem no ser humano, comentando sobre pesquisas que comprovam que o vínculo que há entre o tutor e seu animal é estabelecido através de uma relação hormonal ativada quando se olham. Capítulo interessante, que gostei muito de ler.
“A fidelidade que os animais dispensam a seus tutores humanos é indescritível, pois resgatam as pessoas das regiões mais sombrias de seus problemas e angústias, motivando a vida a seguir seu curso novamente.”


”Amor humano versus amor animal” – abrange um tema amplo sobre o desenvolvimento cerebral do homem e sobre os benefícios que a convivência com um animal provoca na saúde humana. 


“Novas configurações familiares: a constituição familiar multiespécie” – fala sobre modelos de formações familiares que mesclam a relação entre humanos e animais, a necessidade de identificar o papel que cada indivíduo (homem ou animal) deve ocupar dentro da família e as várias correntes que classificam as relações entre seres humanos e animais. É abordado o assunto sobre o prejuízo causado ao indivíduo (homem ou animal) quando ele é “obrigado” a assumir o papel de outro indivíduo numa relação. 

Também há informações sobre os prejuízos da humanização dos animais, apontando fatos nos quais o tutor (para mim, tutor desajustado) imputa ao animal, como casais que não querem ter filhos  e colocam um animal no lugar do filho, dando-lhe um nome humano (no meu entender, a questão do nome é discutível), no papel social que o animal passa a desempenhar (em festas, encontros, recepções, viagens, etc.).
Como neste capítulo o autor utilizou o termo “processo de humanização excessivo”, vou concordar, pois o excesso, realmente, pode aniquilar os instintos e destruir a individualidade e temperamentos próprios dos animais.

“Como e por que os animais adoecem” – além das tendências genéticas, raciais, condições ambientais, nutricionais e imunológicas, o autor menciona que o tutor e todas as pessoas que convivem com o animal, também têm participação no processo de “adoecer” o animal. Neste ponto, o autor relata casos constatados em seu consultório relacionados com a doença animal e fatos importantes ocorridos com o tutor ou com membros da família com os quais o animal tinha mais contato, como divórcio, desemprego, problemas de saúde ou financeiro, conflitos familiares, viagens, etc.
Neste capítulo, o autor prioriza comentar a participação do tutor e das pessoas com as quais o animal tem contato direto e contínuo no aparecimento de doenças físicas e psicológicas no animal.
“De fato, os animais são como um mata-borrão ou uma esponja que absorve as energias do ambiente ou de seus tutores e somatizam em seu corpo toda a sorte de influências “negativas”.”

“Cara de um, focinho do outro! Realidade ou ficção?” – neste capítulo o autor afirma que em seu consultório veterinário pode constatar que a relação de semelhança entre animal e tutor é bastante acentuada, descrevendo sobre a teoria “Cara de um, Focinho do outro” que ele desenvolveu sobre a semelhança entre seus tutores e animais. Tal teoria pode ser desenvolvida em três dimensões:
1. Semelhança psíquica;

2. Semelhança de doenças e sintomas;
3. Semelhança de aparência física.
O autor, então, passa a descrever sua teoria, ilustrando com vários casos que passaram por seu consultório.  São casos interessantes que contribuíram com sua pesquisa. É este capítulo que dá sentido e justifica o título do livro.
O livro traz, ainda, capítulos sobre campos mórficos e morfomagnéticos, Zooterapia (ciência que estuda as possibilidades terapêuticas de contato com os animais), um capítulo só com casos práticos que exemplificam todo o conteúdo da obra e um apêndice reflexivo, sobre o consumo humano da proteína animal e a forma brutal e desumana com a qual os animais destinados ao abate são criados e abatidos e que comprometem seu bem-estar, causando-lhes dor e sofrimento.
São comentários bastantes pertinentes ao sofrimento do animal em detrimento da alimentação humana, o que nos deixa a reflexão da real necessidade da utilização da carne animal e da urgência da humanização nos processos de criação e abate dos animais destinados para esse fim.
Bem, caríssimos leitores, como já mencionei anteriormente, “Cara de um, Focinho do outro” não é uma história nos moldes tradicionais. Trata-se de uma obra informativa, na qual o autor divulga suas observações, pesquisas e opiniões sobre o tema “A interação entre os animais e seus tutores”, portanto, como qualquer conteúdo que expõe opiniões, a obra é passível de argumentação por parte de quem a lê. Apesar de eu não ter bagagem científica e/ou acadêmica, tenho longa vivência e experiência na convivência com animais domésticos, além do imensurável respeito e carinho por eles e são esses elementos que me deixam confortável para discordar parcial ou totalmente de algumas colocações feitas pelo autor.
Este meu comentário é para que fique bem claro que, apesar de eu ter discordado do autor em alguns pontos, esse fato não implica na desvalorização ou na falta de credibilidade da obra, pelo contrário. Recomendo o livro não só para os tutores de animais, mas, também, para os candidatos a tutores e para os que não são tutores ou candidatos, mas que desejam entender e/ou conhecer um pouco mais sobre essa tão antiga e admirável relação homem-animal.
O livro nos oferece uma gama de informações e curiosidades que nos ajudam a estabelecer uma convivência harmônica, pacífica e saudável com os nossos pets. Afinal, é esse equilíbrio e satisfação que todos buscam nessa e em qualquer outra relação, concordam?
Não posso deixar de parabenizar a Butterfly Editora pela belíssima edição do livro. Salta aos olhos o capricho e o bom gosto na diagramação. Cada capítulo é introduzido por belíssimas fotos em preto e branco. A revisão está perfeita e o tamanho da letra é “tudibom”, pois proporciona uma leitura rápida e confortável.
Através dos muitos anos convivendo com animais e com a leitura do livro, fica ratificada a minha crença que em qualquer relação há de haver equilíbrio, bom senso e respeito às diferenças, características e individualidade de cada um. Com os animais não poderia ser diferente, pois além do que já foi acima citado, que seja estabelecida uma justa e recíproca troca de afeto, cuidado, carinho e amor.

Li, gostei e recomendo!

Agora, só falta você deixar seu comentário sobre a resenha e o livro. Comentem sem moderação.
Beijos e até a próxima.


Créditos
Resenha: Vanda Costa
Imagens: Tiradas da Internet
Diagramação: Vanda Costa



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