[Resenha Nacional] Pelos Caminhos da Vida: só o amor une almas - Cristina Censon





Olá, gente querida!
Hoje, trago uma resenha sobre um tema pouco convencional: mediunidade e espiritualidade.
Por ser minha primeira leitura sobre o tema, não sou a pessoa mais indicada para opinar, então, optei por comentar sobre o enredo e seu desenvolvimento.
Pelos Caminhos da Vida: só o amor une almas”, obra de “Cristina Censon”, ditada pelo espírito de “Daniel”, faz parte de uma trilogia, mas possui final conclusivo. Livro cedido pela nossa parceira, “Petit Editora” para divulgação e resenha.
A história acontece no século XIV, mais precisamente no ano de 1350, em tempos de opressão e terror, tempos nos quais tudo que destoasse dos dogmas religiosos era considerado profano e imoral e as falsas crenças orientavam as condutas morais. Anos difíceis, cruéis e sombrios nos quais a peste e a Igreja aterrorizavam, assolavam e dominavam a sociedade europeia.
Espero, de coração, que mesmo sem ter experiência no gênero, eu consiga fazer com que a resenha cumpra seu papel, que é o de informar sobre a obra e dar subsídios para que o leitor se proponha a ler e/ou se interessar pela leitura.
Vamos conferir?
“Pelos Caminhos da Vida: só o amor une as almas” (Cristina Censon)

ISBN-13: 9788572533034
ISBN-10: 8572533036
Ano: 2016 / Páginas: 384
Idioma: Português
Editora: Petit Editora



Sinopse:

Na França, em pleno século XIV, vive Adele, uma jovem de apenas 13 anos. Apesar de tão pouca idade, ela se vê obrigada a enfrentar uma intensa jornada pessoal quando seu pai descobre que é sensitiva, capaz de ver e conversar com espíritos. Ao lado de sua aia Justine, Adele foge da ira paterna e vai ao encontro de Elise, única pessoa que poderia ajudá-la a lidar com seus dons. E é a figura emblemática de Elise que unirá Adele a Aimée, jovem de igual sensibilidade e dons. O pai de Adele, no entanto, não desiste da perseguição à filha, e sua vingança acaba resultando numa tragédia de grandes proporções.


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Adrien era um jovem camponês que teve todos os membros de sua família e Danielle, seu amor de adolescência com a qual sonhava uma vida de amor, dizimados pela peste. Após enterrar o último membro da família, August, seu irmão caçula, Adrien passou a desacreditar em Deus. Estava com o coração carregado de ressentimentos e mágoas.  A dor da solidão, do abandono, da saudade tomava conta do seu ser, entretanto, sabia que mesmo sendo sua vontade imediata, não podia desistir da vida, pois se fora poupado pela maldita peste, é porque deveria haver algum propósito nisso...
Adele herdou de sua mãe dons paranormais e, desde muito pequena, manifestou ser extremamente sensitiva e com dons mediúnicos. Era muito espiritualizada e apresentava a capacidade de ler pensamentos, fazer previsões, ver e conversar com espíritos. Sua mãe sempre a orientou quanto a melhor forma de agir diante dessas manifestações, mas faleceu quando a filha tinha apenas nove anos. Adele, então, passou a conviver com a ignorância, a intransigência e a intolerância religiosa de seu pai, Auguste, um homem enérgico que jamais a compreendera. Quando Adele estava prestes a completar treze anos, seu pai decidiu enviá-la a um convento para que ela fosse "curada" das possessões. Entretanto,  o convento para o qual Adele seria levada, era mais um local de tortura e crueldade do que um local que lhe proporcionasse compreensão e paz.  Justine, uma criada e amiga de sua mãe, descobriu os planos de Auguste e decidiu fugir com ela.
Antes de falecer a mãe de Adele pediu à Justine que cuidasse de sua filha, orientando-as a procurarem uma mulher chamada Elise, que vivia em Bousquet e era responsável por um castelo medieval que abrigava meninas e jovens que eram perseguidos por manifestarem dons mediúnicos. Elise manifestava ter esses dons e seria a única pessoa que poderia ajudar Adele a entender e a conviver com sua espiritualidade e sensibilidade. Na fuga, cansadas, famintas e perseguidas por Auguste, Adele e Justine pedem abrigo ao jovem solitário e sofrido Adrien. Ele não só as ajuda como se dispõe a acompanhá-las nessa jornada, desenvolvendo, assim, grande afeição e amizade por elas.
Durante essa penosa e incansável busca muitos personagens vão interagir na trama e na vida dos personagens centrais. Todas as vidas vão se interligando, auxiliando e sendo auxiliadas. Todos os personagens têm grande importância na história, inclusive os que por ignorância, arrogância ou intransigência, participam de forma cruel e devastadora da vida das pessoas, como, aliás, acontece na vida real, pois todos nós, sem exceção, temos alguma coisa para ensinar e/ou aprender, dependendo do desenvolvimento e amadurecimento de cada um.
Na busca por Elise, Adele, Justine e Adrien enfrentam situações totalmente adversas, mas, também, têm suas vidas cruzadas por pessoas encantadoras e iluminadas, como Jules, pai de Aimée que também é perseguida por ser sensitiva. Jules já tinha ido ao encontro de Elise em busca de auxílio para sua filha, mas não obteve sucesso e conta-lhes tudo o que sabre sobre Elise. Adele, porém, faz sua escolha e insiste na procura por Elise, escolha esta que, de alguma maneira, irá afetar a vida de todos os que passarem por sua vida. Destaco, ainda, os personagens AnetePierreLouisArmanFrancine e Rene, assim como Auguste, pai de Adele, que por sua ignorância e austeridade foi o responsável pelo desfecho inesperado na vida da filha. Todos os personagens que passaram pela vida de Adele tiveram suas vidas afetadas, porém, quem sofreu maior modificação foi Elise, que durante a trama teve sua vida e seus caminhos totalmente transformados, provando que mesmo que façamos uma escolha “errada” e que sigamos por caminhos pouco nobres, está em nós a possibilidade e a decisão de trilharmos o caminho mais justo e digno, que é o caminho da superação e da redenção.


Sobre a obra

Pra início de conversa, quero parabenizar a “Petit Editora” pelo brilhante trabalho na publicação da obra. A capa é de muito bom gosto e totalmente de acordo com a trama. A diagramação é simples, mas perfeita. A revisão está muito boa, assim como o tamanho da fonte e o espaçamento entre as linhas estão excelentes, proporcionando uma leitura rápida e agradável.
Quanto ao tema, sou a pessoa menos indicada para emitir opinião, por ser o primeiro livro espírita que leio e o meu pouco conhecimento sobre o assunto. Confesso que esta não seria “nunca” minha opção de leitura. Esse livro foi escolha da nossa querida autora e resenhista Amanda Bonatti, mas por problemas no percurso (Correios) o livro não chegou as suas mãos. Como o blog estava superatrasado com a resenha, tive de fazer a leitura e, consequentemente, a resenha. Gente, quem me conhece sabe que tenho verdadeira paúra por temas sobrenaturais e evito (me recuso ou me recusava) a ler, não por intolerância ou preconceito, mas por covardia, mesmo.
Bem, quanto à obra, me surpreendi com o talento da autora ao conseguir dosar, de maneira harmoniosa, questões ligadas à fé numa trama com muita ação, emoção e  reviravoltas. “Pelos caminhos da vida: só o amor une almas” veio para mudar minha posição de evitar temas que não domino, neste caso, o espiritismo.
O livro é lindo, instigante, contagiante e muito fácil de ler. Os personagens, apesar de terem existido em época bem remota, podem, perfeitamente, ser transportados para a época atual, pois apresentam as mesmas características, sentimentos, visão e convicções do homem atual.  Do início ao fim, o livro traz mensagens e citações que nos induz a reflexões e questionamentos. Para quem gosta de “quotes” (citações), a grande dificuldade está em escolher alguma(s), porque são muitas, muitas e muitas quotes  que nos auxiliam no entendimento e na condução de nossas vidas, sem, entretanto, tender ao fanatismo, impor dogmas religiosos e/ou sugestionar o leitor na escolha ou na continuidade da religião que segue.
 “Pelos caminhos da vida: só o amor une almas“ é uma obra indicada, também, para quem curte romances épicos, pois faz com que o leitor faça uma viagem no tempo e mergulhe nos costumes, na política, na economia, na geografia, nos pensamentos e sentimentos que marcaram toda a Europa do século XIV, além de fomentar, independente do credo de cada um, reflexões muito pertinentes à vida, ao comportamento e ao conhecimento humano no que diz respeito a transitoriedade da vida, a nossa missão e responsabilidade com as pessoas com as quais convivemos e com o planeta no qual temporariamente habitamos, a compaixão, a tolerância, a disposição em compreender e auxiliar ao próximo, até aos que nos prejudicam em pensamentos e/ou atos e, acima de tudo, sobre a incontestável veracidade de que o livre arbítrio é, e será sempre, o grande responsável pelas consequências (acontecimentos) que nortearão a vida de cada um.  É uma obra que além de trazer nas entrelinhas mensagens voltadas ao esclarecimento de que ninguém está nesta vida por acaso, mas, sim, em busca do aperfeiçoamento humano e da evolução espiritual, cumpre, também, o papel do entretenimento. Posso garantir que qualquer pessoa que leia este livro, terá algumas questões que lhe provocarão reflexões. Foi uma leitura gratificante.
Li, gostei e recomendo!



Um pouco sobre a autora





Natural de Araras, Cristina Censon, mudou-se para Campinas aos três anos. Graduada em Economia, pela UNICAMP. Aos 21 anos, transferiu-se para São Paulo, iniciando sua carreira profissional na área financeira, mas alguns anos depois decidiu se dedicar a uma única tarefa: ser mãe.
De formação Católica, e na busca de explicações para questões existenciais, conheceu a Doutrina Espírita em 1985, num pequeno grupo espírita, onde trabalhou durante alguns anos. Em 1997, iniciou os estudos doutrinários na Instituição Espírita Seara Bendita, na qual trabalha até hoje, ministrando cursos e trabalhando na área de assistência espiritual em prol de companheiros carentes  e necessitados de esclarecimento, fonte inesgotável de aprendizado e crescimento pessoal.
A comunicação entre os dois planos teve início desde o seu contato  com a doutrina, e, nesta função, falando ou escrevendo, vem sendo a intermediária das mensagens que os Espíritos desejam que sejam divulgadas, visando sempre o aprimoramento moral e o amparo nos momentos de provação.




E então, leitores queridos, gostaram da resenha? Já leram livros do gênero espírita? Gostaram desse enredo? Comentem sem moderação.
Beijos e até a próxima.



Créditos
Resenha: Vanda Costa
Imagens: Tiradas da Internet
Dados bibliográficos: Tirados do livro
Diagramação: Vanda Costa

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