[Kate Indica] Série Crônicas Lunares


Oi, clubenautas!

Vamos para mais uma dica! Yessss......... Estou participando do desafio literário do Blog Livros & Tal, do qual sou parceira (J) e o gênero do mês de março é ficção científica. Bem, eu não costumo ler nada nesse gênero, mas acabei por descobrir que um livro que eu já vinha namorando há tempos se enquadrava e uni o útil ao agradável.
Meu gosto literário agradece por essa decisão...


Pesquei Cinder, o primeiro volume da Série Crônicas Lunares, na livraria e a nossa relação foi bem intensa, apesar de rápida. Dizem mesmo que o que é bom, dura pouco e, durou bem pouco mesmo, apesar de ter 448 páginas. Acabei em menos de 12 horas se você contar que eu dormi durante a noite, então, bem menos de 12 horas. Foi impressionante.

Logo em seguida, tratei de buscar na livraria durante a semana o segundo volume, Scarlet. E acabei em dois dias. Isso não significa que tenha sido menos interessante, ok? Mas o papo fica para daqui a pouco, senta aí para saber mais sobre essa série. 


Crônicas Lunares
Cinder – Livro 1


Editora: Rocco
Ano: 2013
Páginas: 448
Autora: Marissa Meyer
Sinopse:
Num mundo dividido entre humanos e ciborgues, Cinder é uma cidadã de segunda classe. Com um passado misterioso, esta princesa criada como gata borralheira vive humilhada pela sua madrasta e é considerada culpada pela doença de sua meia-irmã. Mas quando seu caminho se cruza com o do charmoso príncipe Kai, ela acaba se vendo no meio de uma batalha intergaláctica, e de um romance proibido, neste misto de conto de fadas com ficção distópica. Primeiro volume da série As Crônicas Lunares, Cinder une elementos clássicos e ação eletrizante, num universo futurístico primorosamente construído.
* * * 

A história, como já devem ter notado, é baseada no conto de fadas da Cinderela. Detalhe importante que não se deve confundir contos de fadas com as princesas da Disney. Nesta série serão utilizadas os contos de Grimm e não necessariamente as da Disney, já que o segundo volume, por exemplo, narra a história da Chapeuzinho Vermelho.
Cinder é uma ciborgue adotada pela família Lihn – acho que é isso – e que mora na Comunidade das Nações Orientais, acho que mais precisamente em Nova Pequim, no mesmo lugar em que fica instalado o palácio do imperador e seu filho, o príncipe Kaito.

O mundo passou por uma quarta guerra mundial e agora é dividido em eras. A briga atual da Terra é com a Lua e seu povo de lunares que desejam fazer acordos com os terráqueos. Os lunares possuem um dom que poderia ser considerado magia, mas é chamado de bioeletricidade. Eles são capazes de serem vistos como querem e de manipular as mentes dos moradores da Terra. São governados pela rainha Levana que é doida para se casar com o príncipe Kaito, firmando um acordo de paz entre os mundos.
A rainha Levana não é um exemplo de caridade, pelo contrário, e por isso muitos lunares fogem da Lua e do tiranismo da rainha, vindo para a Terra, onde passam a viver como terráqueos. Mas isso é uma violação do acordo entre a Terra e a Lua, não podendo lunares serem abrigados aqui. Entende-se, inclusive, que esses lunares acabaram trazendo para a Terra a peste que assola os moradores, matando-os rapidamente e sem qualquer cura. Aparentemente...
Gente, eu tenho que ser sincera.... A rainha Levana usa magia para ficar bonita, então, eu a imaginei assim: 

(Sem a magia, claro... Porque eu não sou obrigada a achá-la bonita)

Bem... A Cinder tem muitos pontos em comum com a Cinderela original, mas acho que posso observar mais pontos distintos nesta lista. Por ser adotada, ela é a única ciborgue em uma família de humanos. Seu pai, quem a adotou, morreu logo depois e a deixou com a esposa e duas filhas, Pearl e Peony. Pearl faz parte do contexto original da Cinderela: mimada, chata e fútil, enquanto Peony foge totalmente do enredo. Ela e Cinder são muito amigas.
Cinder é a mecânica mais famosa e eficiente de Nova Pequim e sua outra melhor amiga chama-se IKO, um chip de personalidade que está instalado em um androide. (A história é tão cheia de detalhes que tenho medo de estar falando alguma besteira...) E as duas trabalham juntas em uma feira que existe na praça. É lá que o caminho de Cinder se cruza com o do príncipe Kaito, ou Kai como ele é chamado.
(Gente, achei essas imagens no google... A série tem muitos fãs ótimos <3 )


Kai precisa consertar seu androide – por motivos secretos – e procura Cinder. Ele mesmo vai até a mecânica da ciborgue, mas não sabe a realidade sobre ela. Os ciborgues sofrem bastante preconceito pelos humanos e Cinder esconde sua realidade o quanto pode, principalmente de Kai. Ponto igual para a Cinderela que se preocupa com o que o príncipe vai achar por ela não ser uma princesa ou rica.
Como na história original, Cinder também trabalha para a família, só que ao invés de ser a gata borralheira, ela é a mecânica que sustenta todos. É o dinheiro dela que alimenta a família.
Como falei da peste, existe um projeto do governo que usa ciborgues voluntários para tentar encontrar a cura e a madrasta de Cinder a entrega como voluntária, já que é sua guardiã legal. O que vai acontecer com Cinder depois disso, você só vai saber lendo.
Preciso dizer que eu amei. Favoritei o livro no Skoob porque amo contos de fadas e a autora conseguiu transformar algo da minha infância em uma história tão interessante, cheia de detalhes, cheia de realidade, não tendo mais aquela mágica irreal que aquece nossos corações, mas tornando tão intenso e emocionante quanto. O príncipe Kai é um nobre perfeito. Juro que ainda escrevo um livro sobre príncipes porque adoro-os.


“— Sem mais “Vossa Alteza”. Escuto muito isso de... todos os outros. Você deveria me chamar de Kai.
— Não. Isso não seria...
— Não me faça transformar isso numa ordem real. – Ele ameaçou rir.” 



Tem muitas mensagens que podem não ser novas já que a história está sendo recontada, mas ainda são importantes. Cinder lida com todo o preconceito, com todas as palavras duras e a falta de compaixão da madrasta e mesmo assim não se abala. Ela não fica chorando e lamentando pelos cantos, Cinder luta para conquistar o que deseja, luta pelos que ama e não abandona seus amigos, nem mesmo após a morte. E luta mesmo. Literalmente. 

 Pinterest

* * * 
Agora, vamos ao volume 2.
Scarlet – Livro 2

Editora: Rocco
Ano: 2014
Páginas: 480
Sinopse: Depois de Cinder, estreia de sucesso de Marissa Meyer e primeiro volume da série As Crônicas Lunares, que chegou ao concorrido ranking dos mais vendidos do The New York Times, a autora está de volta com mais um conto de fadas futurista. Scarlet, segundo livro da saga, é inspirado em Chapeuzinho Vermelho e mostra o encontro da heroína ciborgue que dá nome ao romance anterior com uma jovem ruiva que está em busca da avó desaparecida. Em uma trama recheada de ação e aventura, com um toque de sensualidade e ficção científica, Marissa Meyer prende a atenção dos leitores e os deixa ansiosos pelos próximos volumes da série. 
 * * *
Como disse, demorei um pouco mais para terminar o segundo volume, mas ele foi muito melhor que o primeiro e... Isso é inacreditável porque Cinder já foi o máximo, tem como fazer algo além de favoritar ou amar um livro? Porque Scarlet merece isso. Completamente apaixonada. Acho que demorei porque não queria ficar longe do Lobo...

Preciso ressaltar uma coisa antes. Quando pesquisei sobre a série, achei que cada livro contasse a história de uma personagem diferente, mas não. As histórias se interligam em uma verdadeira sequência e os personagens do primeiro ainda estão em Scarlet. A falsa paz entre Lua e Terra é mantida.
Scarlet é a Chapeuzinho Vermelho. Criada na França, primeiro em Paris e depois em Rieux, uma cidadezinha do interior, apenas pela avó, as duas cuidam da fazenda e vendem legumes e afins para os moradores, principalmente para uma taverna. Vamos voltar na taverna com mais calma. Aguenta aí.
Com um temperamento explosivo, sem levar desaforos para casa, Scarlet enfrenta qualquer um que a ofenda, sendo homem ou mulher. Pontos para essa protagonista. Com seus cabelos vermelhos e seu moletom com um capuz, também vermelho, ela anda pela cidade com uma arma que sua avó lhe deu aos onze anos.
Mas sua avó, Michelle, está desaparecida há duas semanas e a polícia arquivou o caso, alegando não haver provas de violência, supostamente Michelle teria ido embora por vontade própria. Bem... Scarlet tem certeza de que sua avó não faria isso e, enquanto faz sua entrega na taverna, acaba se enfiando em uma briga com um homem enorme que fala coisas erradas sobre o sumiço da senhora. E, mesmo que ela não precisasse de ajuda, Lobo, um lutador local, resolve interferir.
A química entre os dois é imediata. É um casal explosivo, do tipo que troca farpas, fala verdades, mas no final, está lá se entendendo. Sofri um pouco com os dois porque Lobo tem alguns segredos e vive em um ‘mundo’ que não pode ser facilmente burlado, algo a ver com os lunares. Sei o que é, mas propositalmente não vou dividir com vocês. (Sou má...)

Scarlet não desiste da avó nem por um segundo, arriscando sua própria vida para encontra-la e é nessa jornada que sua vida se cruza com a de Cinder.
Não vou falar sobre o que acontecer com Cinder, Kai, Iko e todos os outros para não dar spoilers, então, por isso, foquei apenas na parte nova da história que é a Chapeuzinho Vermelho, até porque ocupa uns 70% do livro.
Quanto às comparações com a história original da Chapeuzinho. Bem, posso dizer que talvez o Lobo e o Caçador não ocupem seus verdadeiros rótulos. A Scarlet não vai levar doces para a vovozinha e não pega um atalho para chegar à casa. Sinceramente, as únicas semelhanças que captei são a descrição da personagem, o fato de haver um lobo, uma avó e elas cuidarem de uma fazenda – o que poderia remeter aos doces, na minha mente.


Fiquei completamente apaixonada pelo Lobo e tinha pensado que não poderia gostar mais do que do príncipe Kai. Mas é páreo duro. O romance da Scarlet com o Lobo é mais quente, enquanto o da Cinder com o Kai é mais fofo. 



“Os olhos de Lobo adquiriram uma expressão de tristeza.
— Eu sei. Você vai fazer o que tiver que fazer. – Tirou as mãos dela de seus ombros e deu um beijo doce no punho, onde o sangue pulsava sob a pele. — E eu também.”




Achei essa imagem com os personagens da série...
(Cinder, Kai, Scarlet, Lobo, Cress e Thorne - eu acho sobre os dois últimos porque ainda não li o volume 3. A última talvez seja a rainha Levana, mas ainda prefiro a minha versão mental dela... kkkkk)

Até a próxima <3
Beijinhos.
Kate


Nascida e criada no Rio de Janeiro, Katerine Grinaldi já visitou lugares que não estão nos mapas convencionais. Isso graças ao seu amor pela literatura, tanto no ato de ler como no de escrever.Encantada com histórias que fazem pensar e por personagens de apaixonar, Katerine decidiu criar outros mundos para que leitores – como ela - pudessem visitar.Advogada, ela não abandona um de seus maiores prazeres: escrever.A Herdeira, seu primeiro livro, foi lançado na Bienal do Livro de 2015.

 


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11 comentários:

  1. Olá, eu ainda não conhecia esse desafio mas achei uma ideia bem bacana. Eu sou louca por ficção científica e estou sempre lendo algumas. Eu ainda não conhecia essa série mas gostei e me interessei por ela, pelo que vi aqui, tem um toque de distopia muito leve, bastante descontração e um romance bem fofo. Gostei por não se tratar só de ficção científica como eu estou acostumada a ler Ótima dica!

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    1. Oi, Beatriz!
      Fico feliz que tenha gostado! <3
      Depois me diz o que achou da série.
      Obrigada pelo comentário.
      Bjs

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  2. Que resenha top Kat :)) Eu já tinha visto essa serie, mas nunca tinha parado pra ler nada relacionada a ela. Gostei muito da dica, sou apaixonada pela Cinderela rsrs. Vou adiciona-la aos meus desejados pra ler quando sobrar um tempinho.
    Beijoss

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    1. Jenny <3 Obrigada!
      Também sou apaixonada pela Cinderela, bate aqui, rs
      Bjsss

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  3. Olá Kate, tudo bem?
    Nossa, adorei a indicação!
    Tenho muita curiosidade de ler a série, pois sinto que vou gostar, sabe?
    Adorei sua opinião e acho que mesmo o segundo volume sendo um pouco mais lento pra ti, deve valer muito a pena.
    Beijos ♥

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    1. Oi, Bruna! Tudo bem e vc?
      Também tinha essa coisa de sentir que ia gostar de Cinder quando olhava na livraria. O livro já parece realmente incrível pela sinopse e capa e não decepciona. <3
      Depois me fala se leu ;)
      Bjs

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  4. Eu tenho o primeiro livro, as ainda não li. Acabo sempre adiando por temer um pouco se vai ou não decepcionar. Afinal a história original povoou minha infância. Pelo que li em sua resenha, vou gostar bastante. Achei especialmente legal Cinder ter uma grande amiga em uma das irmãs. É um ponto diferente, sim, mas gostei.

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    1. Oi, Mari :)
      Se decidir ler, depois me conta o que achou, mas essa adaptação é bem original e não peca em nada. Espero que goste. Bjs. <3

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  5. Oi Kate!!!
    Esse fds fui no evento da Rocco e lembrei de você assim que vi o marcador de Cinder! Também estou no desafio e fiquei super curiosa quando você postou a foto! Amo contos de fadas, e amo as adaptações que vem nascendo em volta dos mesmos! Sendo assim, amei sua resenha e vou incluir a série na minha lista de quero ler hahahahhah
    Parabéns pela resenha

    Beijokas

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    1. Kelly! :D Também amo contos de fadas e suas adaptações <3
      Ainda não vi o marcador da série :( Deve ser lindo.
      Depois me diz o que achou quando ler.
      Bjsss

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  6. Oi Kate!!! Eu sempre tive muita curiosidade de ler esses livros mas nem sabia direito do que se tratava....Lendo sua resenha me deu uma vontade louca de ler, a parte ruim é que essa série tem um preço muito elevado =(
    Mas espero tê-la na minha estante um dia....
    Parabéns pela resenha
    http://curaleitura.blogspot.com.br/

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