[Divulgação] Pré Venda Brincando com Fogo - Jéssica Macedo



A autora Jéssica Macedo iniciou a pré-venda de suas novas obras nesse mês e para aguçar a sua curiosidade ela liberou o primeiro capítulo para a apreciação de vocês,então... vamos conferi-lo? Segue com vocês!




Título : Brincando com Fogo.
Série: Brincando com Fogo.
Livro: 01.
Autora: Jéssica Macedo.
Ficção cientifica / Fantasia.




Sinopse:
Marjore nunca soube o que é sentir o sol aquecer seu rosto... Todo o mundo que conhecia era resumido às paredes da cela onde cresceu. Até que um estranho a liberta e a solta em um mundo muito diferente do que imaginava. Doenças, fome, frio e dor estão por todo lugar...
Perdida, faminta e assustada ela se vê numa terra sem lei, imersa em guerra. Mas Noah a encontra e oferece abrigo em sua casa junto a sua família, no entanto não faz ideia e que ela pode significar a morte para aqueles que ele mais ama. Fugindo de inimigos que desconhece, Marjore sabe que precisa se juntar aos outros iguais a ela. Mas serão seus poderes suficientes para mantê-la viva nessa busca perigosa?


Brincando com fogo

[Primeiro Capitulo]

Corra...

Tentei abrir os olhos, mas uma luz forte
forçou-me a fechá-los novamente. Ao fundo eu podia ouvir bipes do que julgava
serem aparelhos médicos.
Quando finalmente meus olhos se abriram e
consegui enxergar algumas pessoas sem foco, que vestiam o que me pareceu
uniformes verde pastel e usam tocas e máscaras.
Tentei me colocar de pé, mas tudo ao meu
redor girava e meus braços e pernas estavam atados a uma fria mesa de metal.

- Ela está acordando. - ouvi alguém dizer
baixinho, me pareceu uma voz feminina, mas eu não tinha certeza.

- Sedem-na de novo! - outra voz ordenou.

Ainda zonza, com pouco ou nenhum controle
sobre meu próprio corpo. Eu me debati, tentando me libertar. As amarras
começaram a machucar o meu pulso, no entanto continuei me debatendo. O medo
crescia dentro de mim e me fazia tremer.
Senti uma ficada no meu braço, meus olhos já
sem foco foram ficando escuros e a pouca força no meu corpo ser esvaiu por
completo. Era tarde demais para lutar...

***

Eu me sentei na cama com uma respiração
ofegante, o coração batendo rápido, como se batesse contra o peito. O suor
gelado escorria pelo meu rosto. Mal conseguia segurar o lençol de tanto que as
minhas mãos tremiam.
Na maioria das vezes aquele recorrente
pesadelo, não passava disso, um pesadelo, mas as cicatrizes pelo meu corpo
provam muito mais do que eu gostaria de acreditar.
Olhei o ambiente ao meu redor, estava escuro
e a minha cabeça girava. Arrastei-me até o interruptor e acendi a luz. Aquelas
paredes altas e brancas eram tudo o que conhecia, havia crescido envolta pela
companhia de livros e filmes antigos. Bem, eu acreditava que eles eram antigos,
mas não fazia ideia em qual tempo eu estava.

Abri a geladeira que sempre, eu não sei como,
estava cheia. Eu sabia que havia outras pessoas naquele lugar, sentia isso. O
motivo eu não sabia, mas eles pareciam querer me manter sozinha.
 Peguei
um uma maçã e voltei para a cama com um livro nas mãos. O personagem da
história que eu lia descrevia como era bom sentir o sol tocar seu rosto...
Às vezes eu me perguntava como seria
exatamente essa sensação, já que eu nunca havia visto o sol ou a lua, o dia ou
à noite.

Eu gostava mesmo era dos livros bem
descritivos, eles me possibilitavam viajar e imaginar como seriam as coisas
além daquelas paredes, eles me mantinham a certo ponto feliz e lúcida...
Um barulho de porta sendo destrancada de
repente chamou a minha atenção, voltei-me para ela a tempo de vê-la abrir.
Havia um homem parado atrás dela, deveria ter uns 24, 25 anos, eu não sei. Era a
primeira vez em que eu via alguém, fora meus pesadelos que eu duvidava que se
restringissem a isso.
O homem me pareceu alguns centímetros mais
alto que eu, tinha cabelos escuros. A expressão em seus olhos me fez sentir que
ele estava ao mesmo tempo ansioso e amedrontado. Tão amedrontado quanto eu.

- Quem é você? - perguntei ao me colocar de
pé, na defensiva.

-Alguém como você - ele disse as pressas e
foi logo continuando. - Não temos muito tempo, você precisa ir agora!

- Ir? E para onde eu iria? - perguntei
assustada.

- Eu não tenho tempo para te explicar. Mas se
quiser sair desse lugar você precisa ir, e ir agora.
Comecei a suar frio. Sair dali? Para onde eu
iria? Sempre sonhei em poder sair desse lugar, porém a ideia, por um momento,
me deixou assustada. Eu odiava aquelas paredes, mas elas eram meu mundo. Era
tudo o que eu conhecia.

- Vá agora, Marjore! - Ele quase berrou - Vá
enquanto ainda há tempo.

- Eu não vou a lugar nenhum. - disse ainda
imóvel. Eu não conhecia aquele cara, não sabia se podia confiar nele ou não.
O homem me segurou pelos ombros e me forçou a
encará-lo. Por um minuto parei de tremer e fitei profundamente seus olhos.

- Você precisa confiar em mim. Precisamos
sair daqui antes que eles nos matem.
Engoli seco.

- Eles quem? Por quê? - Minha cabeça se
enchia de perguntas.

-Não tenho tempo para explicar. Preciso tirar
os outros daqui também e não sei quanto tempo vou conseguir encobrir a nossa
fuga.
Ouvimos barulhos que me pareceram passos, mas
eu tinha pouca certeza.

- Você precisa ir agora!

- Ir para onde?! - eu estava aflita e um
tanto desesperada.

- Siga as setas no caminho, elas vão te guiar
para fora daqui. - ele disse antes de me empurrar no sentido do corredor.

Sai correndo desorientada. Virei à direita
assim que uma seta apareceu na minha frente. Para onde aquilo estava me levando
eu não fazia a menor ideia.
 Ouvi
um barulho e me escondi a ponto de ver passar dois homens com o que me
pareceram armas penduradas. Engoli em seco. Se me manteram presa por tanto
tempo eu não podia nem imaginar o que fariam comigo se me pegassem fora da
cela.

Quando os homens finalmente desapareceram eu
voltei a correr, seguindo as misteriosas setas que apareciam diante dos meus
olhos. Eu estava nervosa e me continha para não tremer muito. Tinha medo do que
iria encontrar quando conseguisse sair, isso se conseguisse sair. Tremi com a
ideia. Sentia-me em um daqueles filmes de suspense que costumava assistir,
sentir aquela sensação na pele não era nem um pouco agradável.

Acabei dando de cara com um homem em um dos
corredores. Tentei voltar, mas era tarde demais ele já havia me visto. Primeiro
ele se assustou com a minha presença, mas depois veio em minha direção...
Fiquei ainda com mais medo e mais nervosa,
foi quando eu senti meu corpo ficando mais quente. O homem não teve tempo de
voltar atrás, sua mão encostou-se ao meu braço e eu o ouvi urrar de dor e
instantes depois eu o vi caindo no chão pegando fogo.
Não parei para pensar sobre o que havia
acontecido, apenas sai correndo e continuei seguindo as setas. Corri pelo que
me pareceram horas, por mais que eu tivesse pouca ou nenhuma noção de tempo.
Escondi-me de mais algum grupo de guardas que
passavam.

- Que calor está aqui! - ouvi um de eles
exclamarem.

- Está insuportável - o outro concordou. - Os
dutos de ventilação devem ter estragado de novo. - bufou.

Olhei para os meus braços e vi que eles
pegavam fogo. Deduzi que talvez eu fosse à fonte daquele calor todo. Qualquer
um entraria em completo pânico se percebesse que seus braços estavam pegando
fogo (bem, deduzi isso pelos filmes e livros), mas o fogo não me incomodava nem
um pouco e, além disso, lembrava-me daquilo ter acontecido algumas outras
vezes.
Quando os homens saíram, eu voltei a correr.
As setas me levaram a uma grande e pesada porta. E agora o que vou fazer?
Perguntei a mim mesma.
Tentei abrir a porta, mas estava trancada. Eu
a sacudi repedidas vezes, mas era inútil.
Estava tão perto de ser livre...
Sacudi a tranca mais uma vez e senti aquele
estranho calor tomar conta do meu corpo de novo. Era uma força intensa que eu
não conseguia controlar.
Olhei para as minhas mãos e as vi pegando
fogo, mas não sentia como se elas mesmas queimassem e sim como se fosse parte
de mim.
A tranca, pelo contrário, se derreteu ao meu
toque e a porta finalmente abriu...


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Desejamos uma boa leitura para todos e muito sucesso para Jéssica!
Em breve apresentaremos mais sobre este lançamento pra vocês.



Até mais!




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Participe e boa sorte!

Um comentário:

  1. Esse livro parece ser bem legal. O primeiro capítulo me deixou curiosa para continuar lendo, hahaha.

    Beijos,
    Leia a resenha de "Uma canção de amor"

    ResponderExcluir


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