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[Resenha Internacional 2017] Depois de Você - Jojo Moyes

Olá, leitor querido!
Quando soube que haveria continuação de “Como eu era antes de você”, confesso que fiquei um tanto apreensiva porque achava que, gostando ou não do final, a história estava completa.
Como sou fã incondicional de Jojo Moyes, achei que ela não decepcionaria. Dito isto e depois de concluir a leitura, fiquei com a impressão de que Jojo Moyes acertou em cheio. A história poderia ter terminado ali, sim, não necessitava de continuação, mas dar continuidade a mesma foi uma ideia feliz, pois quem leu “Como eu era antes de você” ficou curioso para saber como a nossa querida Louisa Clark conduziria a sua vida após a morte de Will Traynor.
Aceite o meu convite e leia a resenha de "Depois de Você". Antes, porém, preciso fazer o seguinte alerta: essa resenha pode conter algum spoiler de "Como eu era antes de você", porque não consigo falar sobre "Depois de você" sem fazer algumas referências sobre o primeiro livro. Então, sugiro que você leia o primeiro livro antes de ler essa resenha.

Depois de Você Jojo Moyes




Título: Como eu era antes de você
Autora: Jojo Moyes
ISBN-13: 9788580578645
Ano: 2016 / Páginas: 320
Idioma: Português
Editora: Intrínseca











Para adquirir o livro entre em contato com a editora no link abaixo:



Sobre a autora:



Suas Obras:




Confesso que, tanto lendo o livro como assistindo ao filme, me diverti horrores com as trapalhadas da Louisa e desidratei de tanto chorar com a morte do Will. É justamente essa mistura de sentimentos, essa dosagem perfeita de comicidade e drama que me encanta na escrita da Jojo, porque essa combinação dá maior credibilidade à história, pois a deixa próxima de nossa realidade. Com “Depois de você”, apesar de grande parte da história acontecer num clima de dramas e luto, vamos encontrar, também, cenas de humor e descontração.
Como já sabemos, Will pratica “suicídio assistido” na Suíça (prática permitida pelos códigos de leis da Suíça). Louisa não concorda e tenta, de todas as maneiras possíveis, dissuadi-lo dessa decisão e não consegue. Will morre e deixa uma carta para Louisa pedindo, entre outras coisas, que ela acreditasse em seus sonhos e que tivesse coragem, sabedoria e liberdade para fazer as escolhas necessárias para realizá-los, que não vivesse presa a lembranças, medos, sofrimentos, que não se deixasse influenciar por opiniões alheias, que vivesse plenamente sua vida, enfim, que ela fosse uma pessoa livre em atitudes, sentimentos e escolhas. Deixou, também, uma quantia em dinheiro para que ela iniciasse sua busca pela tal felicidade.
Dezoito meses após a morte de Will reencontramos uma Louisa carregando uma bagagem emocional pesada, num total estresse sentimental, pois além de perder seu grande amor, julga que ele não a amava o suficiente para desistir da morte por ela.
“Amei um homem que me mostrará o mundo, mas que não me amava o suficiente para permanecer nele”.
Tentando dar um novo rumo a sua vida e viver de acordo com a vontade de Will, Louisa decidiu viajar por diversos países para ter a oportunidade de conhecer e conviver com novas pessoas, novos costumes e novas culturas. Decide também morar longe de sua família e do lugar que lhe provocava lembranças dolorosas. Com o que sobrou do dinheiro deixado por Will comprou um flat em Londres e arrumou um emprego num pub irlandês, no aeroporto East City. Apesar da tentativa de mudar o rumo de sua vida, é possível perceber que Louisa ainda não fez as escolhas certas. Seu emprego absolutamente não a satisfaz, não a deixa feliz. Seu apartamento é frio, impessoal e não pode ser chamado exatamente de “lar”, além de continuar erguendo muros contra novos relacionamentos.
Sinto como se tivesse me desligado durante esses últimos dois anos. Como se não quisesse deixar ninguém  chegar perto de mim por causa do que aconteceu.”
Pra virar sua vida de cabeça para baixo, Louisa sofre um grave acidente que a obriga a voltar a morar com os pais até seu pleno restabelecimento. Seus pais percebem que ela ainda está presa a Will. O julgamento e comentários das pessoas sobre o suicídio de Will, as insinuações maldosas de algumas pessoas de que seu acidente poderia ter sido uma tentativa de suicídio, as expectativas de sua família em relação a ela, além das lembranças que o local lhe provoca, faz com que, depois de recuperada do acidente, Lou decida voltar a morar sozinha.  Seus pais só permitem sua mudança para Londres depois que ela se compromete a participar de um grupo de terapia ao luto. Ela concorda, começa a participar das reuniões e lá conhece Sam Fielding, o paramédico que a socorreu no dia do seu acidente (Sam arrebatará o coração de Lou?) Não conto, não conto, não conto! (Hahahaha...)
Nunca se sabe o que vai acontecer quando se cai de uma grande altura.”
Bem, pessoal, não dá para ficar falando muito sobre a história, porque a gente vai se empolgando e acaba entregando a história toda, mas vou tentar falar um pouco sobre a dinâmica dada à trama pela grande Jojo Moyes. A autora inseriu uma “personagem chave” que faz com que o leitor continue envolvido emocionalmente com Will.   Trata-se de Lily, uma adolescente  de dezesseis anos, extremamente problemática, filha de Will, da qual ninguém tinha conhecimento, nem o próprio Will.  Lily ocupará um grande espaço na vida de Lou, interferirá em muito na sua vida, nas suas tomadas de decisões, além de nos permitir conhecer um pouco sobre o passado de Will e acompanharmos a trajetória da vida de seus pais após sua morte. Outro ponto que deu emoção à trama foi o grupo de apoio ao luto. Através dele, a autora criou personagens, com novos dramas e histórias de vida paralelas, que irão provocar no leitor várias emoções e reflexões. Foi gratificante conhecer cada participante do grupo, cada história e a forma como eles tentam conviver de maneira suportável com a perda de entes queridos, despojando-se de suas culpas e/ou ressentimentos. Por fim, posso falar, também, que a autora foi bem generosa com a Lou, colocando-a em contato com dois homens (Will e Sam Fielding) com características, dramas, visões e posicionamento diante da vida bem diferentes, mas que foram de extrema importância no seu amadurecimento pessoal, permitindo que ela experimentasse uma nova maneira de ver, sentir e conduzir sua vida sem, entretanto, perder a capacidade, o dom de dar novo significado à vida daqueles que têm ou tiveram contato com ela.
Minha irmã tinha razão: eu recebera, contra as probabilidades, todas as vantagens - uma casa própria, um futuro livre de quaisquer responsabilidades - e a única coisa que me impedia de aproveitar tudo isso era eu mesma.”

Meu sentimento sobre a autora e a obra:

Jojo Moyes criou uma história de superação, de aceitação, uma espécie de acordo com a dor pelo luto de alguém querido e especial, na qual só uma escritora habilidosa e talentosa consegue passar beleza e realidade a essa expectativa, traçando um roteiro sem soluções imediatas nem mirabolantes.  Louisa Clark foi perfeita e irrepreensível nessa jornada? Não. Assim como nós, meros mortais, teve erros e acertos, certezas e questionamentos, medo e determinação. A autora entremeou na trama, sutilmente, conflitos sociais e familiares, questões feministas e a negligência moral e afetiva coma as crianças e com os adolescentes, enfim, sinalizou para os leitores vários pontos de observações e reflexões, tudo isso numa linguagem simples, direta e envolvente.
Apesar de saber que “Depois de você” é continuação de “Como eu era antes de você”, fiquei com a impressão de que li uma nova história. Esse é um fator positivo? Para mim, sim, pois apesar de as duas histórias estarem interligadas, trazerem grande carga emocional e dramática e de muitos personagens já serem nossos velhos conhecidos, a autora criou uma história com muito suspense e reviravoltas, uma verdadeira caixinha de surpresas que prende e estimula o leitor a continuar, sem pausas e interrupções a leitura.
Como já mencionei anteriormente, “Como eu era antes de você” é uma história com enredo concluído, sem necessidade de continuação. Entretanto, assim como numa determinada parte do livro está escrito “Quando uma história termina, outra tem que começar”e como Jojo Moyes não é apenas uma escritora, é “A Escritora” (amodoro demaissss), ela decidiu por uma continuação e eis que surgiu “Depois de você”, uma leitura obrigatória para quem se emocionou e ficou com gostinho de quero mais pós leitura de “Como eu era antes de você”.
Vamos, ainda, combinar que uma história nunca tem fim, pois mesmo que o final seja o tão conhecido “felizes para sempre”, a resolução de um grande enigma, ou, ainda, a solução magistral de problemas, a vida prossegue e caberia uma continuação para acompanharmos o que foi feito com a vida de cada participante daquela história, porém,  só autores com tanta coragem e competência quanto Jojo Moyes conseguiriam promover essa continuidade.
Missão cumprida, Jojo Moyes!


Gostou da resenha? Já leu ou pretende ler “Depois de Você”?
Gostando ou não, deixe seu comentário.

Beijos e até a próxima.
Créditos:
Texto: Vanda Costa
Diagramação: Vanda Costa
Fotos: Tiradas da Internet
Imagens: Tiradas da Internet





Um comentário:

  1. Oi Vandinha!
    Amei a resenha, estou para ler o primeiro livro faz tempo, mas como ando na vibe nacional nunca ta dando pra encaixar, eu amei o filme como era antes de você, então com certeza vou amar o livro também.
    Beijão.
    Giu

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