[KATE INDICA] RESENHA "MENTIRA, CICATRIZES E ANDROIDES - EDITORA FRAGMENTOS





Oi, clubenautas!

Estou de volta para mais uma dica da Kate. Hoje venho falar de “Mentira, cicatrizes e androides”, antologia realizada pela editora Fragmentos. Segundo o editor, neste livro o critério para escolha dos contos foram histórias que deixam o final em aberto para que o leitor possa dar asas à sua imaginação. Vamos conhecer um pouquinho. 


Sinopse: Do humor negro à busca pela humanidade, envolto em sonho ou realidade, criaturas e criadores protagonizam desejos e realizações em mundos desconhecidos e esquecidos. Amor, solidão, terror e fantasia criam ambientes mentais e reais para personagens além de humanos. Você está preparado para estas aventuras?


Autores: Ana Karine Dantas, Yasmin Tainá, Gisela Lopes Peçanha, Thaís Scuissiatto, Henrique Ranieri, Cecília de Castro Algayer, Pedro Passos Karam, Álamo Pascoal, Letícia Copatti Dogenski, Rosmari Aparecida Capella Fernandes, Eliana Machado, Marcos Norabele, Raphael Sampaio, Edson Amaro de Souza, Gustavo Brasman






Meu conto preferido: Os Androides que descobriram o homem, de Henrique Ranieri. 


Se você o Henrique, já sabe, gostei do seu conto, rs. 


Resumo deste conto: 


Bem, resenhar uma antologia é algo complicado porque cada autor dá a sua voz, o seu tom e impressão ao conto. Não há uma continuidade, portanto, o jeito que achei mais fácil foi escolher uma das histórias. Antes de falar sobre ele, quero dizer que todos os contos falam exatamente sobre o título da antologia: mentira, cicatrizes e androides. Vemos a mentira em suas diversas vertentes, desde o efeito que ela pode causar de um modo macabro, como do modo como a mentira pode ser uma ilusão que nos faz fugir de nosso dia-a-dia. Vemos também as cicatrizes que determinadas escolhas causam em nossas vidas como a moça que morreu, porém continua visitando seu androide que também a visita diariamente. E temos os androides. 



 No conto escolhido, o mundo está um pouquinho invertido. Não são os humanos que moram na Terra, são os androides. Passa-se no futuro e os homens são uma espécie em extinção estudada pelas máquinas, há androides responsáveis por encontra-los e leva-los para o laboratório. Na história contada por Henrique há uma completa inversão dos papéis. É como se ele quisesse nos dar um choque de realidade. Os humanos sempre tão preocupados em catalogar espécies, examinar, fazer testes, e se fosse o contrário? Se um humano fosse a cobaia? Se em um futuro distante, uma nova espécie quiser usar os humanos como experiência de alguma coisa? Como material de uma história remota? Acho que Henrique arrasou na escolha do tema, no modo como desenvolveu, conseguindo realmente deixar o leitor com o ponto de interrogação na cabeça. 




"Exceto os dois patrulheiros. Caminham através do entulho, construções arruinadas da época daqueles seres inteligentíssimos, com células e DNA, sem necessidade de partes mecânicas em seus sistemas funcionais. Viviam pouco e eram um completo mistério: de onde vieram, quem foi o programador? Como que um deles crescia dentro da barriga do outro? Seres curiosos. Agora extintos. Sobrou só arquivos digitais, secretos, acessados apenas por uma minoria majoritária, programadores de alta patente. Mas mesmos esses arquivos são incompletos, corrompidos, história que não se comprova. Mito. Palpável mesmo, só o entulho, por onde os dois caminham, patrulhando". 

"- Jonas, consegue lembrar ao menos a sua numeração após o "J"? Podemos tentar rastrear sua origem. 
- Numeração? Tipo CPF?"

"Vamos para lá e estudamos ele.
Jonas: - Por que estão me olhando assim? Ei, eu conheço os meus direitos e ninguém vai me abrir!"



 Quotes preferidos  

"A Mentira, filha do Diabo, não era dama, nem cavalheiro, mas espírito maligno que passeava com ligeireza pelo mundo, diziam, carregando a perdição e distribuindo tempos de miséria, grandes e pequenos, no meio de toda a gente." (A Mentira, Ana Karine Dantas) 

"É essa sua mania de se prender ao passado que não lhe deixa seguir para a próxima vida, sabia? - o homem de preto comenta, sarcasticamente." (Quebrando, Yasmin Tainá) 

"O fato é que estou vivo, e vivos não valem o peso da solada diária que a vida nos dá. Só a morte mesmo para legitimar uma vida." (Amor além da escrita, Pedro Karam) 

"Bom dia! Bem vindo à Goodbye Sunshine, a maior rede de suicídio personalizado do mundo. Em que posso ajudá-lo?" (Eu fiquei: oi?!) (Goodbye Sunshine, Thaís Scuissiatto) 



Beijinhos,

Kate



 Nascida e criada no Rio de Janeiro, Katerine Grinaldi já visitou lugares que não estão nos mapas convencionais. Isso graças ao seu amor pela literatura, tanto no ato de ler como no de escrever. Encantada com histórias que fazem pensar e por personagens de apaixonar, Katerine decidiu criar outros mundos para que leitores – como ela - pudessem visitar. Advogada, ela não abandona um de seus maiores prazeres: escrever. A Herdeira, seu primeiro livro, foi lançado na Bienal do Livro de 2015.
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